Portal Memória – anos 1970

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1970 a 1971

Governador do Maranhão

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Antônio Jorge Dino (Governador)

1970 A 1971 Antonio Jorge Dino

Médico, dois mandatos de deputado federal e um de deputado estadual. Com a renúncia do governador José Sarney, assume na condição de vice o governo até 14 de março de 1971. Após governar o estado, abandonou a política para dedicar-se especialmente ao seu sacerdócio: ser médico. Dedicando-se à filantropia, atendendo pacientes carentes. Membro da Academia Maranhense de Medicina. Devido ao seu trabalho filantrópico, é criada a Fundação Antônio Dino para dar continuidade ao seu legado.

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1971 a 1975

Governador do Maranhão

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Pedro Neiva de Santana (Governador)

1971 1975 Pedro Neiva
Médico, prefeito de São Luís, professor universitário, reitor da UFMA, secretário estadual da Fazenda. Por força do Ato Institucional, nº 3 (fevereiro de 1966), o governo militar altera as regras das eleições de governadores estaduais, que passam a ser indiretas e realizadas pelas Assembleias Legislativas. Pelas novas regras e num clima de tranquilidade, Pedro Neiva é eleito governador. A posse ocorre a 15 de março de 1971 e o mandato se finda em 1975.

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1972

FESM, precursora da UEMA

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Criação da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM)

Fesm Metal Bronze
Logo da antiga FESM redesenhada pela ASSGDE/UEMA

Em 1972 foi instituída a Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, pela Lei Estadual n.º 3.260, de 22 de agosto de 1972, para coordenar e integrar os estabelecimentos isolados do Sistema Educacional Superior do Maranhão. Nesse instante, a FESM foi constituída por quatro unidades de ensino superior: Escola de Administração criada pela Lei Estadual nº 2.728, de 22 de dezembro de 1966 e pelo Decreto Estadual nº 3.494, de 3 de março de 1967, Escola de Engenharia criada pela Lei Estadual nº 2.740, de 8 de junho de 1967 e pelo Decreto Estadual nº 3.574 de 12 de julho de 1967, Escola de Agronomia criada pela Lei Estadual n.º 3.003, de 3 de novembro de 1969 e pelo Decreto Estadual nº 4.045, de 12 de dezembro de 1969, e Faculdade de Caxias criada pela Lei Estadual nº 2.821, de 23 de fevereiro de 1968.
Em 1975, por meio do Decreto Estadual nº 5.678, de 2 de setembro de 1975, a FESM incorporou a Escola de Medicina Veterinária de São Luís criada pela Lei Estadual nº 3.517, de 14 de junho de 1974 e pelo Decreto Estadual nº 5.344, de 6 de agosto de 1974, e, em 1979, por meio do Decreto Estadual nº 7.197, de 16 de julho de 1979 foi incorporada a Faculdade de Educação de Imperatriz criada pela Lei Municipal de Imperatriz nº 10/73, de 8 de agosto de 1973.

Inicialmente, a sede da FESM localizava-se no prédio da Escola de Administração, na Praça Antônio Lobo, no Centro Histórico de São Luís, sendo transferida, em meados de 1977, para a área onde se encontra o atual Campus São Luís, local em que, no ano seguinte, ocorreu a inauguração da Cidade Universitária Paulo VI.

A Lei N.º 3.260 de 22 de agosto de 1972 autorizou o Poder Executivo do Estado do Maranhão a instituir a Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM). A FESM foi criada sob a forma de associação , com sede e foro na Capital do Estado (São Luís) , e tinha como objetivo coordenar e integrar os estabelecimentos isolados do sistema educacional superior no Maranhão.

As principais finalidades da Federação eram:
 
Aproveitamento de Recursos: Evitar a duplicação de meios, aproveitando os recursos humanos e materiais das Unidades federadas.
 
Integração: Integrar os estudos básicos e profissionais comuns às diversas Unidades.
 
Desenvolvimento: Promover o desenvolvimento da pesquisa e a divulgação científica, tecnológica e cultural.
 
Aperfeiçoamento: Aperfeiçoar o pessoal docente e planificar as atividades didáticas.
 
Coordenação: Coordenar o funcionamento das Unidades, de modo a estabelecer um sistema uniforme de direção, administração, bem como um regime jurídico comum para professores e servidores.
A FESM congregou inicialmente as seguintes Unidades:
 
Escola de Engenharia do Maranhão.
 
Escola de Administração do Estado do Maranhão (antiga Escola de Administração Pública do Maranhão).
 
 
Escola de Agronomia do Maranhão.
 
Faculdade de Educação de Caxias.
 
O Poder Executivo poderia ainda congregar novas Unidades, tanto criadas pelo Estado quanto pela iniciativa particular, desde que atendessem às condições exigidas na legislação.
A Federação adquiria personalidade jurídica a partir da inscrição de seu Estatuto — a ser elaborado no prazo de até 60 dias — e passaria a gozar de autonomia didático-científica e administrativa, observados os preceitos da legislação vigente. O pessoal da Federação seria regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O Estatuto foi registrado no Diário Oficial do Estado em 19 de fevereiro de 1974, por meio do Decreto Estadual n.º 5.285.
Órgãos da Administração Superior 
 
A administração superior da Federação era composta pelos seguintes órgãos:
 
A Presidência.
O Conselho Federativo.
O Conselho de Curadores.
 
O primeiro Presidente seria nomeado livremente pelo Governador do Estado para um mandato de 3 (três) anos. Ao primeiro Presidente caberia elaborar o Projeto de Estatuto e promover a constituição dos demais órgãos.

Os recursos da FESM provinham de:

▹ Dotações anuais consignadas no Orçamento do Estado. 
▹ Ajuda financeiras de qualquer origem.
▹ Resultados financeiros de convênios, acordos e contratos.
▹ Saldos de exercício encerrados.

Crédito Especial: Para despesas iniciais de instalação, o Poder Executivo foi autorizado a abrir um crédito especial de Cr$ 50.000,00 (cinquenta mil cruzeiros).

Benefícios: A Federação gozaria de imunidade a impostos (conforme a Constituição) e isenção do pagamento de taxas e contribuições de melhoria estaduais.

Ao disponibilizar arquivos da Secretaria dos Órgão Colegiados Superiores – SOCS/UEMA, o Portal Memória UEMA reafirma seu compromisso com a valorização da história institucional, assegurando que documentos antes restritos a arquivos físicos ou de difícil acesso passem a integrar o ambiente digital.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_70_01

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1972 a 1974

Primeiro Presidente da FESM

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Francisco de Salles Baptista Ferreira (Presidente da FESM)

Francisco De Salles Baptista Ferreira

1972 a 1974

Francisco de Salles Baptista Ferreira, nascido em 2 de fevereiro de 1936 em São Luís do Maranhão, construiu uma trajetória marcada pela atuação destacada na engenharia, na administração pública e no ensino superior. Formou-se engenheiro civil e sanitarista pela Escola de Engenharia de Belo Horizonte, da Universidade de Minas Gerais, e também bacharel em Administração pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB), complementando sua formação com curso pedagógico na UFMA em 1971. Teve uma participação decisiva na estruturação da Escola de Engenharia do Maranhão, onde atuou como Diretor de Ensino desde a fundação, em 1967, até 1974, além de ter sido professor titular de disciplinas fundamentais como Hidráulica, Saneamento, Portos e Vias Navegáveis. Nesse período, também exerceu a presidência da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM), em 1974, sendo reconhecido posteriormente com distinções como o título de Professor Honoris Causa da UFMA e a Medalha Gomes de Sousa da UEMA, presidente da Comissão Central de Licitação do Maranhão por mais de uma década e como superintendente da Companhia de Águas e Esgotos de Brasília (CAESB).
 

A nomeação do primeiro Presidente da Federação foi feita livremente Governador do Estado, para um mandato de 3 (três) anos.

Os demais presidentes foram escolhidos pelo Governador do Estado, a partir de lista sêxtupla organizada pelo Conselho Federativo da FESM, para mandato de 4 (quatro) anos.

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1973

Faculdade de Imperatriz

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Criação da Faculdade de Educação de Imperatriz

2025 11 05 14h00
Campus Imperatriz, 2015.

A Faculdade de Educação de Imperatriz fez parte do Estabelecimento de Ensino Superior, criada pela Lei Municipal nº 10/73 de 8 de Agosto de 1973, da Prefeitura de Imperatriz-MA, junto com as Faculdades de Ciências Contábeis, de Direito, de Administração e de Ciências Econômicas.

Em 1975, a Resolução nº 021/75-CF, do Conselho Federativo da FESM, instituiu um Grupo Especial de Trabalho, em articulação com a Fundação de Ensino Superior de Imperatriz, com a finalidade de desenvolver estudos de viabilidade para a incorporação da Faculdade de Imperatriz à estrutura da FESM.

Em 1977, por meio do Decreto nº 79.861 de 27/06/1977 autorizou o funcionamento dos cursos de Ciências, de Estudos Sociais e de Letras, da Faculdade de Educação de Imperatriz.

 

Incorporação da Faculdade de Imperatriz à FESM

Em 1979, por meio do Decreto Estadual nº 7.197, de 16 de Julho de 1979, a Faculdade de Educação de Imperatriz foi incorporada à FESM.

Em 28 de junho de 1979, o Conselho Federativo aprovou a incorporação da Faculdade de Imperatriz à FESM, determinando a transferência de seus bens para a Federação e atribuindo-lhe a responsabilidade pela manutenção da unidade, nos termos do Estatuto e do Regimento Unificado. A eficácia da medida ficou condicionada à publicação do decreto autorizativo do Chefe do Executivo estadual.

A Resolução nº 20/79-CF, aprovada em 30 de agosto de 1979 pelo Conselho Federativo da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM), ampliou a interiorização do ensino superior na região sul do Maranhão, com a extensão dos cursos de Ciências, Estudos Sociais e Letras da Faculdade de Educação de Imperatriz para o município de Carolina.

Esse vínculo se manteve até 2016, ano em que os campi de Imperatriz, Açailândia e Carolina foram desmembrados da UEMA para dar origem à nova universidade: a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) conforme a Lei Estadual N.º 10.525 de 03 de novembro de 2016.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_73_01

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1974 a 1976

Segundo Presidente da FESM

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Arthur Almada Lima Filho (Presidente da FESM)

Arthur Almada Lima Filho

1974 a 1976

Juiz de Direito, desembargador e notável caxiense, foi Presidente da nascente universidade estadual maranhense, sendo um dos ex-reitores da UEMA. Ele é reconhecido por seus méritos na magistratura e na educação maranhense. Arthur Almada Lima Filho faleceu em 27 de outubro de 2021, aos 92 anos.

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1974

Curso de Medicina Veterinária 

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Criação do Curso de Medicina Veterinária

Medicina Veterinaria V
O Curso de Medicina Veterinária surgiu a partir de um projeto de criação formalizado pela Lei Estadual nº 3.517, de 14 de junho de 1974, por ato do Governador Pedro Neiva de Santana, com o nome de Escola de Veterinária do Maranhão, regulamentada pelo Decreto Estadual nº 5.344, de 06 de agosto de 1974, autorizada a funcionar pela Resolução do Conselho Estadual de Educação nº 120, de 29 de outubro de 1974 e pelo Decreto Federal nº 79.862/1977. Teve seu reconhecimento pelo C.F.E, através do Parecer nº 7.154, de 09 de novembro de 1978 e Decreto Federal nº 83.067, de 22 de janeiro de 1979.
 
Em 1975, a Escola de Medicina Veterinária foi incorporada à Federação das Escolas Superiores – FESM, precursora da UEMA, por meio do Decreto Estadual n.º 5.678 de 2 de setembro de 1975, sendo alterada a sua nomenclatura para Unidade de Estudos de Medicina Veterinária por meio da Lei n.º 4.400, de 30 de dezembro de 1981, lei que transformou a Federação das Escolas Superiores – FESM em Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.
 
No ano de 1994, o Decreto Estadual N.º 13.819 de 25 de abril de 1994 reorganizou a UEMA agrupando o curso de Medicina Veterinária aos cursos de Agronomia e Zootecnia, formando o Centro de Ciências Agrárias – CCA. 
 
Primeiro vestibular
O vestibular foi iniciado no primeiro semestre de 1975, oferecendo 30 vagas anuais.
 
Assinatura Conv Construcao Da Escola De Veterinaria Fesm Uema 1976
Assinatura do convênio para a construção da nova sede da Escola de Medicina Veterinária em 1976 por Lourenço Vieira da Silva, presidente nacional do INCRA e Prof. Severino Pessoa de Lima, primeiro presidente da Escola de Veterinária. Fonte: acervo pessoal de Severino Pessoa.

RELATOS DE SEVERINO PESSOA DE LIMA E LOURENÇO VIEIRA DA SILVA, PRIMEIRO DIRETOR DA ESCOLA DE VETERINÁRIA, ATUAL CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA (CCA/UEMA)

De acordo com a entrevista de Severino Pessoa e com a entrevista com Lourenço Vierira da Silva, a história do Curso de Medicina Veterinária da UEMA, que começou como a Escola de Veterinária do Maranhão, origina-se a partir de 1974, durante o governo de Pedro Neiva de Santana, por iniciativa de Lourenço José Tavares Vieira da Silva ainda como Secretário de Agricultura (SAGRIMA). 

A vinda de Severino Pessoa para o Maranhão em dezembro de 1969 foi um evento crucial para a fundação do curso. Ele era o laureado de sua turma da Universidade Federal Rural de Pernambuco e foi indicado por seu professor a Lourenço Vieira da Silva, que buscava urgentemente veterinários para a SAGRIMA — na época, a secretaria contava com apenas três profissionais na área. Ao chegar, Severino tornou-se o quarto veterinário da SAGRIMA, assumindo a Coordenadoria Estadual de Defesa da Produção Animal. Designado como primeiro diretor da Escola de Veterinária, Severino Pessoa enfrentou desafios em uma infraestrutura extremamente embrionária. O curso começou a funcionar em apenas uma sala anexa à Escola de Agronomia (onde hoje é o prédio de Zootecnia no Campus São Luís), sem laboratórios adequados. Para viabilizar as aulas práticas, como as de Histologia, ele precisou firmar uma parceria informal com o professor Othon de Carvalho Bastos, da UFMA, trocando o uso do laboratório da universidade pelo uso do microscópio de imunofluorescência por parte da UFMA, equipamento raro que a Escola de Veterinária havia adquirido.

A diretoria inicial, nomeada em meio à carência de quadros, era composta por Severino Pessoa (diretor-fundador e professor acumulando funções), Plínio de Vasconcelos Brito (vice-diretor de ensino, vindo de Pernambuco) e Maria Adélia Maranhão Waquim (vice-diretora de pesquisa).

O vestibular foi iniciado no primeiro semestre de 1975, oferecendo 30 vagas anuais.

Relação dos Professores Titulares da Escola de Medicina Veterinária de acordo com a Resolução n.º 008/79-CF (Conselho Federativo da Federação das Escolas Superiores do Maranhão-FESM):

● Antônia Oliveira Sousa
● Antônio Dias de Moraes
● Antônio Guará Sobrinho
● Antônio Rodrigues da Mata Neto
● Avelino Oliveira Serra
● Benedito Gonçalves Lima
● Benedito Soares de Lyra Pessoa
● Carlos Alberto dos Santos Marques
● Denise Magalhães Lobão Silva
● Djálma Irineu Rodrigues
● Francisco Cordeiro Damasceno
● Francisco de Sousa Rocha
● Geraldo da Cunha Carvalho
● Geraldo de Vasconcelos Mahon
● Gilson Mendes Caminha
● Graccho Bolívar Pinheiro da Silva
● Hiran Carneiro dos Santos
● Ivo Anselmo Honh
● João Alberto Silva Sousa
● João Batista Braga
● Joaquim Manoel Menezes de Gusmão
● José Abreu Pereira da Silva
● José de Jesus Reis Ataíde
● José Fernando Soares Dias
● José Geraldo Góes de Oliveira
● José Nilson Silveira Maciel
● José Ribamar Miranda Carvalhal
● José Ribamar Moreira Lima
● Lourenço José Tavares Vieira da Silva
● Luiz Barbosa Guerra
● Margarida Maria do Rêgo Barros Pires Leal
● Maria Adélia Maranhão Waquin
● Maridalva Martins Ribeiro
● Maurício Mendes
● Paulo de Vasconcelos Brito
● Paulo Jesus de Brito Tenório
● Plínio de Vasconcelos Brito
● Raimundo Arnaldo Castelo Gomes
● Raimundo Cardoso Nogueira
● Raimundo João Barbosa Pinheiro
● Raimundo Nonato Negreiros Vale
● Reynaldo Soares de Lyra Pessoa
● Severino Pessoa de Lima

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_74_01

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1974

Curso de Engenharia Mecânica

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Criação do Curso de Engenharia Mecânica

Logo Eng Mec Sem Bg

O Curso de Engenharia Mecânica é um dos cursos mais tradicionais da UEMA e foi implantado na Escola de Engenharia do Maranhão e autorizado o seu funcionamento em nível estadual através da Resolução nº 23, do Conselho Estadual de Educação do Maranhão, em 30 de março de 1974  e na esfera federal pelo Decreto nº 79.863, de 27 de junho de 1977. O reconhecimento do Curso de Engenharia, habilitação Mecânica, deu-se pelo Parecer CESu n° 7.317, de 8 de novembro de 1978 e pela Portaria do Ministério da Educação e Cultura  nº 086, 16 de janeiro de 1981.

Também em 1981, o curso de Engenharia Mecânica agrupou-se, por meio da  Lei n.º 4.400, de 30 de dezembro de 1981,  ao curso de Engenharia Civil formando a Unidade de Estudos de Engenharia.

Posteriormente, em 1994, a Unidade de Estudos de Engenharia foi transformada em Centro de Ciências Tecnológicas – CCT, por meio do Decreto Estadual N.º 13.819 de 25 de abril de 1994 que reorganizou a UEMA estabelecendo nova estrutura organizacional a partir daquele ano.

Sede original do Curso de Engenharia Mecânica e transferência para a Cidade Universitária Paulo VI:

Segundo Antonio Pereira e Silva, egresso do curso de Engenharia Mecânica, o curso funcionou originalmente no Campus do Bacanga, no prédio onde atualmente está instalado o curso de Medicina da UFMA. Posteriormente, em 1978, foi transferido para a Cidade Universitária Paulo VI, passando a funcionar no edifício que hoje abriga o Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da UEMA.

Foram trazidos também os equipamentos, em grande parte de fabricação alemã, para o local onde hoje funciona o Núcleo Tecnológico de Engenharia – NUTENGE.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_74_02

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1975 a 1979

Governador do Maranhão

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Osvaldo da Costa Nunes Freire (Governador)

1975 1979 Nunes Freire

Médico, proprietário rural, deputado estadual nas legislaturas de 1951-1967, chegando à presidência da Assembleia Legislativa em 1966. Eleito deputado federal em 1966 e 1970. Em junho de 1974 é convocado pelo Palácio do Planalto para governar o Maranhão. Foi eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa em outubro de 1974. Após seu mandato como governador, deixou a cena política.

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1975

Incorporação do Curso de Medicina Veterinária à FESM

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Incorporação do Curso de Medicina Veterinária à FESM

Em 1975, a Escola de Medicina Veterinária foi incorporada à FESM por meio do Decreto Estadual n.º 5.678 de 2 de setembro de 1975, sendo alterada a sua nomenclatura para Unidade de Estudos de Medicina Veterinária por meio da Lei n.º 4.400, de 30 de dezembro de 1981, que transformou a Federação das Escolas Superiores – FESM em Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

No ano de 1994, o Decreto Estadual N.º 13.819 de 25 de abril de 1994 reorganizou a UEMA agrupando o curso de Medicina Veterinária aos cursos de Agronomia e Zootecnia, formando o Centro de Ciências Agrárias – CCA.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_75_01

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1975

Biblioteca Central da FESM

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Inauguração da Biblioteca Central da FESM (atual UEMA)

A inauguração da Biblioteca Central da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM) foi um marco importante para o desenvolvimento da educação superior no estado. A cerimônia ocorreu em 25 de agosto de 1975 e contou com a presença do governador Pedro Neiva de Santana e do ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli.

Atualmente, a UEMA possui 20 bibliotecas, localizadas nos campi de Bacabal, Balsas, Barra do Corda, Caxias, Codó, Coelho Neto, Colinas, Coroatá, Grajaú, Itapecuru Mirim, Lago da Pedra, Pedreiras, Pinheiro, Presidente Dutra, Santa Inês, São Bento, São João dos Patos, São Luís, Timon e Zé Doca. Além disso, conta com 9 bibliotecas setoriais: UEMANET (São Luís), PPGCSPA (CCSA), Música (CECEN), Letras – Bloco A (Caxias), História (CECEN), Arquitetura (CCT), Biblioteca Setorial Professor Renato Bacelar (CCSA), Biblioteca Setorial Centro Caixeiral (CCSA) e Ciências da Saúde (Caxias).

Vídeo: TV Jurassic Maranhão (YouTube), Fundação Nagib Haickel.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_75_02

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1976 a 1979

Terceiro Presidente da FESM

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José Mariano dos Santos (Presidente da FESM)

Jose Mariano Dos Santos

1976 a 1979

José Mariano dos Santos, engenheiro agrônomo formado em 1964 pela Escola de Agronomia da Amazônia (Belém – PA), nasceu em 22/12/1941 em Cururupu (MA). Iniciou a carreira em 1965 na Secretaria de Agricultura do Maranhão – SAGRIMA, onde foi diretor da Granja Modelo Newton Belo, onde hoje funciona o Campus São Luís, secretário de Agricultura de São Luís, participou ativamente da fundação das Escolas de Agronomia e Veterinária, segundo diretor da Escola de Agronomia e terceiro presidente da Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, precursora da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, no período de 1976 a 1979. Sob sua gestão, foram construídos importantes equipamentos do campus universitário Paulo VI — como o Hospital Veterinário, a Biblioteca Central, o Restaurante Universitário e os prédios das escolas de Agronomia, Veterinária e Engenharia, além da viabilização do funcionamento do Bondinho da UEMA.
Foi professor, conselheiro da EMATER, CODERMA e Conselho Estadual de Educação, além de participar da criação do CREA-MA. Condecorado com as medalhas Sesquicentenário da Independência e Mérito Timbira. No setor privado, é sócio do CAIMA (pintos), proprietário do COMPAÇO (ovos, frangos, hortaliças) e da Indústria de Alimentos de São Luís (rações).

José Mariano dos Santos
Presidente da FESM
 
Conceição
Superintendente de Administração
 
José Raimundo Muniz
Superintendente de Ensino
 
Luiz Raimundo Carneiro Azevedo
Superintendente de Pesquisa
 
_______________
 
Renato Bacelar, posteriormente Roberto Macieira
Diretor da Escola de Administração
 
Rev. Sillas Marques Serra
Diretor da Faculdade de Formação de Professores de Caxias
 
Graccho Bolívar Pinheiro da Silva
Diretor da Escola de Agronomia
 
Severino Pesso de Lima
Diretor da Escola de Veterinária
 
Francisco de Salles Baptista Ferreira
Diretor da Escola de Engenharia
 
Não identificado
Escola de Imperatriz
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Entrevista com José Mariano dos Santos

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1976

Vestibulares da FESM (atual UEMA) e FUM (atual UFMA)

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O vestibular unificado da FESM (atual UEMA) e FUM (atual UFMA)

Em meados da década de 70, o acesso ao ensino superior para a Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, tornando-se futuramente UEMA, era feito por meio de “vestibular unificado” ao da Fundação Universidade do Maranhão – FUM, que posteriormente se tornou a Universidade Federal do Maranhão – UFMA, realizada em São Luís – MA.

Vagas ofertadas

No vestibular de 1976, por exemplo, participaram cerca de 6.000 candidatos para concorrer a 675 vagas ofertadas naquele ano, em comparação evolutiva, a quantidade era muito pequena em relação as 5.203 vagas ofertadas na UEMA para o ano de 2025.

Locais das Provas

As provas eram realizadas, em geral, no Centro de São Luís ou em suas proximidades, tendo como locais de aplicação ginásios que hoje seriam considerados atípicos para realização do vestibular, como o Ginásio Costa Rodrigues, no Centro, e o Ginásio Gonçalves Dias, no Campus Bacanga.

Processamento de dados

Com base no depoimento de Almir Aguiar Marques Filho, ex-presidente da PRODATA, o computador IBM 1130 foi decisivo para a modernização do processamento dos vestibulares da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM) e da Fundação Universitária do Maranhão (FUM) na década de 1970, período em que a Informática ainda era praticamente embrionária e desconhecida no Maranhão. A companhia teve sua origem no Centro de Processamento de Dados originado na Escola de Engenharia do Maranhão e posteriormente estruturado como PRODATA, o equipamento permitiu a substituição dos métodos mecanográficos pelo processamento eletrônico de dados em larga escala.

Os cartões perfurados dos dados dos vestibulares eram lidos e processados eletronicamente, com geração de relatórios oficiais sob rigorosos protocolos de segurança, acompanhados por comissões da FESM e da FUM e com proteção da Polícia Federal, garantindo sigilo, confiabilidade e credibilidade aos resultados. Adquirido pelo Governo do Estado durante o governo José Sarney, o IBM 1130 foi inicialmente utilizado pela PRODATA em atividades administrativas e, posteriormente, doado à Escola de Engenharia, onde passou a integrar a formação prática de alunos e professores e ao processamento de dados da FESM. Esse uso acadêmico contribuiu diretamente para a formação da primeira geração de profissionais em Informática no Maranhão e consolidou um marco pioneiro da modernização institucional no Estado.

Evolução do Vestibular da UEMA

A partir do ano 2000, o Vestibular da UEMA, recebeu a nomenclatura de Programa de Acesso Seriado ao Ensino Superior – PASES da UEMA, regulamentado pela RESOLUÇÃO N.º 202/2000 CEPE/UEMA sendo alterado para Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (PAES) a partir de 2008, sendo que, atualmente a UEMA também operacionaliza o vestibular da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão – UEMASUL no PAES.

Levantamento: Getulio Vitorino de Assunção Junior (ASSGDE/UEMA)

Em uma época onde o telefone fixo era escasso em residências do estado e, obviamente não existia a facilidade da obtenção de informações por meio da Internet, as inscrições dos vestibulares eram feitas por meio de formulários impressos e entregues presencialmente no posto de logística do certame. Os resultados eram divulgados por meio dos “listões” afixados nas paredes da universidade e do centro de processamento de dados do vestibular que era operacionalizado pelo PRODATA na década de 70.

Jornal O Imparcial
21/07/1977
 
VESTIBULAR FINDA; SAI A CLASSIFICAÇÃO
 
Federação das Escolas Superiores do Maranhão e Fundação Universidade do Maranhão divulgaram ainda no dia de ontem os resultados de seus vestibulares, motivando a saída de O IMPARCIAL em edição extra, a qual se esgotou rapidamente, na noite de ontem.
A FESM mostrou ontem uma agilidade maior que a outra instituição de ensino superior, divulgando ao meio dia o gabarito, enquanto as 15h30 entregava o resultado final e oficial do 2º Vestibular de 1977. Por outro lado, a lentidão caracterizou os movimentos da Comissão Permanente de Vestibular da FUM, a só veio dar a público os resultados da maratona pouco antes das 19 horas.
O tempo decorrido entre o fim das provas e a entrega do listão dos aprovados foi despendido por muito na praça Gonçalves Dias, onde o ambiente era dos mais animados e agitados. A maioria comentava as provas e apontou-se a de hoje como a mais fácil entre as que se fizeram, apesar da existência de alguns erros nos quesitos. Todavia, segundo o assessor de Imprensa da FUM, ninguém se prejudicou por causa dos enganos existentes nas questões da provas de hoje.
Com a divulgação dos primeiros nomes de classificados, os foguetes estouraram e começaram a aparecer as comemorações que se desenrolaram até a madrugada, Dos mais de 8 mil estudantes que concorreram a uma vaga, apenas pouco mais de dez por cento a obteve.
A cidade de São Luís despertou, na manhã de hoje, com a inquietude de milhares de jovens que farão a primeira prova do Vestibular da FUM e da FESM. Alguns já se consideram preparados para as questões, enquanto outros, despreocupados, confiados plenamente no fator “sorte” e “chute”, estarão enfrentando o acesso considerado por uns como o mais difícil: “a Universidade”. Os cursinhos preparatórios aos vestibulares reduziram as aulas, oferecendo simulados, a fim de aferir melhor os conhecimentos dos candidatos, além de oferecerem conhecimentos sobre o manejo das provas e como treinar no preenchimento dos cartões de computadores.
 
CANDIDATOS INSCRITOS
 
Na Universidade do Maranhão, foram inscritos 4.273 candidatos, que disputarão apenas 675 vagas, distribuídas nos seus 21 cursos. A Faculdade de maior opção, na área Humanística I, foi Direito, com 552 candidatos para 50 vagas; logo após, Ciências Econômicas com 411 vagas para 40 vagas e, em seguida, Ciências Contábeis, com 339 inscritos para 40 vagas. Já com relação à área Humanística II, o curso de Comunicação Social – com habilitação em Jornalismo e Relações Públicas – inscreveu 152 candidatos para 20 vagas e, em seguida, o curso de Letras Modernas (Licenciatura) com 80 inscritos para 35 vagas. Na área Tecnológica, são 440 os inscritos, assim distribuídos: para o curso de Física (Licenciatura), 30 vagas: 45 candidatos; Química, 43 inscritos para 15 vagas; Química (Licenciatura), 22 inscritos para 15 lugares; Matemática (Licenciatura), 25 inscritos para 20 vagas; para Bacharelado de Matemática, 28 inscritos para 20 vagas; para Eletrônica, 182 inscritos para 20 vagas; e Eletrotécnica, 20 vagas para 95 candidatos.
 
HORÁRIO E LOCAL DAS PROVAS
 
O candidato ao vestibular deverá conduzir seu cartão de inscrição, além de carteira de identidade, e lápis 2-b ou 3-b, para marcação das perguntas. Nenhum candidato poderá pedir material ao vizinho, do contrário será punido pela COPEVE e também não deve portar livros ou qualquer outro objeto de estudo. Ao entrar na sala, já devidamente identificado pelo próprio vestibulando, este procurará o seu lugar devidamente designado pela Comissão Permanente do Vestibular e que, para melhor andamento dos trabalhos da Comissão, cada candidato deverá entrar na sua respectiva sala de exames 30 minutos antes do início previsto para a prova.
 
As primeiras provas do 2º Vestibular da Universidade do Maranhão serão Comunicação e Expressão e Língua Estrangeira, iniciando precisamente às 8 horas, nos seguintes locais: Escolas Modelo, Liceu Maranhense e “Gonçalves Dias”, na av. Kennedy. Amanhã, dia 14, serão realizadas provas de Física e Química, às 14 horas, nos locais acima definidos.
 
Segundo informações do prof. Fran Daniel Guimarães, não foi inscrito candidato do sexo masculino para o curso de Serviço Social.
 
SALAS
 
Conheça onde você vai fazer o seu vestibular: Candidatos de inscrições de 1 a 1.310, no Liceu Maranhense; de 1.311 a 1.581, no Colégio “Gonçalves Dias”; de 2.951 a 3.240, na Escola Modelo “Benedito Leite”, situada no bairro de Santo Antônio; e de 3.851 a 4.293, no Instituto de Letras e Artes, na praça Gonçalves Dias.
 
FESM
 
A Federação das Escolas Superiores do Maranhão inscreveu 1.367 candidatos aos cursos de Administração, Agronomia, Engenharia Mecânica, Engenharia Civil e Medicina Veterinária, com um total de 180 vagas, assim distribuídas: Engenharia Civil, 50; Engenharia Mecânica, 30; Agronomia, 30; e Administração, 70 vagas.
 
A primeira prova do Vestibular da FESM será realizada hoje, às 8 horas, a disciplina COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, abrangendo conhecimento de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, acrescidos de Conhecimentos de Língua Inglesa. Amanhã, dia 14, às 8 horas, dos Sociais, abrangendo conhecimentos de História, Geografia e Organização Social e Política do Brasil. O local de todas as provas está assim distribuído: os vestibulandos que concorrem aos cursos de Agronomia e Engenharia Mecânica farão provas na Escola de Administração, no bairro da Alemanha. As salas para Agronomia são de 6 a 12, enquanto que as de Engenharia Mecânica serão as de 1 a 5. No Colégio “Luis Viana”, serão realizadas as provas para Administração, salas 8 a 15, Medicina Veterinária, sala 26; e para Engenharia Civil, salas 01 a 07.
 
Fonte: Jornal O Imparcial, 1975.
 
Locais de prova de 1976: Colégio Luiz Viana, Grupo Escolar Adelaide Bello – SESI, Ginásio Gonçalves Dias no Campus Bacanga, Grupo Escolar Sotero dos Reis, Instituto de Letras e Artes: Grupo Escolar Desembargador Alfredo de Assis, e BR/20 do CEMA Camboa.

Vestibular movimenta candidatos

A largada do segundo vestibular Unificado de 1977 será dia 11. Dentro de mais 5 dias portanto os candidatos estarão cada vez mais nervosos, formando com isso verdadeiro contraste com os professores dos Cursos Preparatórios, que se esmeram em transmitir a tranquilidade necessária para que seus alunos possam enfrentar a grande maratona.

Neste fim de semana, quase todos os cursinhos promoveram Simulações de 150 questões, com o mesmo rigor de um vestibular, tudo isso foi feito com um único e exclusivo objetivo: preparar o vestibulando para disputar uma vaga na Universidade, cada vez mais difícil de se conseguir, em razão da demanda de candidatos e da falta de maior oferta de vagas e cursos.

Teve cursinho que reuniu mais de mil alunos, como foi o caso do CIPE, do MENG e “Castro Alves”, sendo que estes dois últimos promoveram as provas em datas diferentes. Todos eles, basicamente, são cientes de que o vestibulando deve preencher o cartão-resposta que é, sem dúvida, quem praticamente decide a sorte do futuro acadêmico. Isto porque, na apuração do vestibular, o computador faz a leitura do cartão-resposta. Portanto, é preciso muito cuidado com o cartão-resposta.

O CIPE, por sua vez, usou o mesmo cartão que será utilizado pela Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, os quais foram cedidos pela Faculdade para facilitar o contato dos alunos com o verdadeiro cartão-resposta. No de barra verde o vestibulando marcava as questões de números 1 a 25 e no de barra amarela, de 26 a 50.

FUM divulga local das provas

Por outro lado a Fundação Universidade do Maranhão ouve hoje do maior número de inscritos e também divulga (675) e publica hoje, a relação dos locais onde serão feitas as provas do 2º vestibular Unificado (página 6), acompanhando dos respectivos números de inscrição dos candidatos, sendo que a lotação máxima distribuída para cada é de apenas 66 alunos e o mínimo de 18.

Segundo o presidente da Comissão Permanente de Vestibular – COPVE, professor Alberto Maranhão, a Universidade recrutou 220 fiscais para o serviço da fiscalização, e vai contar cerca de 40 professores para a elaboração de provas. O processo acontecerá amanhã, quarta-feira, mas no local não será feito nenhum tipo de exame vestibular, mas continuará em sigilo. Para a confecção das provas do vestibular Comunicação e Expressão, Matemática, Química, Física, Biologia, Língua Estrangeira, História, Geografia e OSPB, a FUM vai consumir 900 resmas de papel sucrenpy, o qual já se encontra na COPVE de onde será remanejado para o local de impressão.

Após a realização de cada prova a Assessoria de Imprensa da FUM, que deverá se instalar numa das salas da PRODATA, fornecerá o gabarito aos órgãos de imprensa do Estado. Mas o resultado final só será liberado do gabinete do Reitor, no prédio da praça Gonçalves Dias. Segundo a previsão de Alberto Maranhão, até às 18 horas, a maior parte das provas terminará por volta de meio dia. A Assessoria de Imprensa informou ainda, que providenciará a expedição de credenciais aos jornalistas que trabalharão na cobertura do vestibular.

Novidade

A novidade introduzida pela FUM, no critério de classificação dos candidatos, é que não será obedecido o sistema de empate com o mesmo total de pontos como aconteceu anteriormente, o que tornava a FUM a classificar mais dos 675 prevista, porque enquanto não surgia um candidato sem nenhum empate na última vaga era automaticamente relacionado entre os aprovados.

A partir deste vestibular, serão observados três critérios. O primeiro é que será classificado o candidato que obtiver o maior total de pontos na disciplina agrupada e de maior peso na área: área médica (Química e Biologia), área técnica (Matemática e Física) e Humanística (História, Geografia e OSPB).

O segundo critério consiste no aproveitamento do candidato que obtiver o maior número de pontos em português, e em última análise a opção será para o candidato mais idoso entre os empatados. Convém lembrar, todavia, que só se observarão esses critérios em caso de empate nas disciplinas agrupadas.

Neste vestibular três deficientes visuais enfrentarão a maratona para a Universidade, sendo um homem e duas mulheres. Todos estão inscritos para o Curso de Comunicações.

Fonte: Jornal O Imparcial de 12/07/1977.

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1977

Hospital Veterinário – HVU

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Criação do Hospital Veterinário Universitário "Francisco Edilberto Uchoa Lopes" - HVU/UEMA

Hvu Linha Do Tempo
HVU_2017
Vista aérea do Hospital Veterinário no ano de 2017. Fonte: PROINFRA/UEMA.

De acordo com Severino Pessoa, diretor da Escola de Veterinária em seu início, a construção do Hospital Veterinário – HVU era uma exigência do Conselho Federal de Educação – CEF para o reconhecimento do curso de Veterinária. Os recursos para a obra foram obtidos através de um convênio com o INCRA, intermediado por Lourenço Vieira da Silva que era presidente do órgão à época. O hospital foi criado por volta de 1977, três anos após o início do curso, e começou a funcionar de forma básica, sem uma cerimônia formal de inauguração. 

Fonte: Entrevista com Severino Pessoa

Atualmente, o Hospital Veterinário Universitário da Universidade Estadual do Maranhão (HVU/Uema), unidade auxiliar do Curso de Medicina Veterinária criado em 1977, oferece uma ampla gama de serviços voltados para a saúde e bem-estar de animais de pequeno porte. Além da clínica médica e cirúrgica de pequenos animais, exames clínicos e de imagem, internação, e vacinação, o HVU também realiza testes rápidos, proporcionando um atendimento abrangente.

Fonte: Conheça os serviços oferecidos pelo Hospital Veterinário da Uema

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1978

Cidade Universitária Paulo VI (Campus São Luís)

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Cidade Universitária Paulo VI (Campus UEMA São Luís)

Portico Decada
Pórtico da Cidade Universitária Paulo VI na década de 80. Fonte: Internet.

O Planejamento da Cidade Universitária Paulo VI

A história do campus sede da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) em São Luís começa oficialmente com a Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM) represantada pelo presidente José Mariano Santos, conforme noticiado no Jornal O Imparcial em maio de 1977, porém a atual área do Campus possui um histórico de utilização com o funcionamento da Secretaria de Agricultura do Estado do Maranhão – SAGRIMA, posterior ao funcionamento da Granja Modelo, que era mantida pelo Governo do Estado do Maranhão.

Em 31 de maio de 1977, o jornal O Imparcial trouxe a público o plano para a construção de um campus unificado. O anúncio, feito pelo Professor José Trajano Brandão Martins, assessor de Planejamento da FESM, revelava que uma vasta área de 185 hectares – englobando a Escola de Agronomia e o Parque Independência – estava sendo estudada para sediar a futura Cidade Universitária.

Segundo o Professor José Trajano, tanto a área do Parque Independência quanto a do atual Campus UEMA São Luís eram da extinta Empresa Maranhense de Pesquisa Agropecuária – EMAPA da Secretaria de Agricultura do Governo do Estado do Maranhão.

Paralelamente à infraestrutura física, a FESM ambicionava expandir sua oferta de cursos. Destacava-se, com caráter prioritário naquela época, a proposta de criar o curso de Engenharia de Pesca, alinhando a instituição às potencialidades econômicas do litoral maranhense.

A matéria de 1977 apontava a resistência do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que, sob uma política de “racionalização do ensino superior” no país, se mostrava resistente a criação de novos cursos.

 

Previsões de obras de infraestrutura para a construção da Cidade Universitária Paulo VI (Campus São Luís)

A FESM planejava lançar, em poucas semanas, uma concorrência pública para a elaboração do projeto de arquitetura. A planta incluía estruturas que eram sinônimo de pioneirismo para a época:

 
◎ Resolução: 001/78-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Convenente: INCRA
◎ Data da Resolução: 31/01/1978 
 

Centro de Convenções:

◎ Processo da obra:  1273/1978
◎ Termo de Contrato: nº 04/78 – FESM
◎ Resolução: 012/78 (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Construtora: ENGEPLAN – Engenharia e Planejamento Ltda

 

Centro de Informática e uma Biblioteca Central:

◎ Processo das obras: 2892/1977
◎ Resolução: n.º 28/77 – CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Construtora: ENGEPLAN – Engenharia e Planejamento Ltda
◎ Data:  30/11/1977

Restaurante Universitário – RU com previsão de capacidade para 700 pessoas

◎ Processo das obras: 1272/1978
◎ Termo de Contrato: n.º 05/78 FESM
◎ Resolução: 011/78-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Construtora:  SERRA Engenharia Ltda
◎ Data da Resolução:  01/06/1978

 
       ◎ Processo das obras: 2171/78-FESM
       ◎ Resolução: 022/78-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
       ◎ Construtora:  COIMBRA Ltda
       ◎ Valor: CR$ 4.459.250,00 (Quatro milhões, quatrocentos e cinquenta e nove mil, duzentos e cinquenta cruzeiros)
       ◎ Data da Resolução: 19/09/1978
 
 

Centro de Biologia e Patologia Animal:

◎ Processo das obras: 0195/78-FESM
◎ Resolução: 002/78-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Construtora: ENGEPLAN – Engenharia e Planejamento Ltda
◎ Data da Resolução: 31/01/1978

 

Centro de Engenharia Rural:

◎ Processo das obras: 0194/78-FESM
◎ Resolução: 003/78-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Construtora: SERRA Engenharia Ltda
◎ Data da Resolução: 31/01/1978

 

Central de Diagnóstico de Enfermidades e do Centro de Inseminação Artificial:

◎ Convênio: 2559/77-FESM
◎ Resolução: 026/77-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Convenente: SAGRIMA
◎ Data da Resolução: 31/10/1977

 

Urbanização do Campus Universitário Paulo VI, com a construção de meio-fio, sarjetas e calçadas:

◎ Processo: 0789/78-FESM
◎ Resolução: 007/78-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Construtora: PAMPULHA Ltda
◎ Data da Resolução: 10/04/1978

 

Pavimentação (acessos de veículos e de pedestres):

◎ Processo: 2186/1978-FESM
◎ Resolução: 021/78-CF (Conselho Federativo – CF da FESM)
◎ Valor:  CR$ 1.997.411,18 (Um milhão, novecentos e noventa e sete mil, quatrocentos e onze cruzeiros e dezoito centavos)
◎Contratada: Departamento de Municipal de Estradas e Rodagem – DMER
◎ Data da Resolução: 19/09/1978

 

 

Inauguração
 
A inauguração da Cidade Universitária Paulo VI, nomeada como sugestão do então presidente da FESM José Mariano dos Santos em homenagem ao Papa Paulo VI, que havia falecido em 6 de agosto de 1978, foi realizada em uma cerimônia em 26 de outubro de 1978. O evento contou com a presença de autoridades, como o presidente da República, Ernesto Geisel, o governador do Maranhão, Osvaldo da Costa Nunes Freire, e o presidente da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM), José Mariano dos Santos.
Para eternizar a fundação da Cidade Universitária, foi construída a pedra fundamental do Campus, que é uma réplica da Pedra da Memória da Coroação de Dom Pedro II do Centro Histórico de São Luís, está localizada no Campus São Luís, em frente à Coordenação de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC/PROINFRA) e ao lado da Biblioteca Central.
 
Fontes sobre a inauguração da Cidade Universitária Paulo VI:
 ● Barbosa, Roldão Ribeiro. De escolas superiores e federação a universidade: uma história da Universidade Estadual do Maranhão (1966-1994). Tese (Doutorado em História) – Universidade de Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Programa de Pós-Graduação em História, São Leopoldo – RS, 2018.
 
● Jornal O Estado do Maranhão de 27/10/1978.
 
● Entrevista com José Mariano dos Santos à ASSGDE/UEMA (ex-presidente da FESM)
Doação oficial do terreno da Cidade Universitária Paulo VI
 
Posteriormente, em 8 de maio de 1979, o terreno da Cidade Universitária Paulo VI, foi doado formalmente pelo Governo do Maranhão, representado pelo Gov. Osvaldo da Costa Nunes Freire para a Fundação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM (atual UEMA) que foi criada pela Lei Estadual n.º 3.260, de 22 de agosto de 1972, alterada pela Lei Estadual N.º 3.579 de 25 de novembro de 1974.

Veja algumas fotos e curiosidades da Cidade Universitária Paulo VI:

De acordo com a entrevista com Lourenço Vieira da Silva, a área onde hoje se localiza a Cidade Universitária Paulo VI (Campus UEMA de São Luís) funcionava como o CEPAMA (Centro de Experimentação e Pesquisa Agropecuária do Maranhão).

Essa infraestrutura pertencia à SAGRIMA (Secretaria de Agricultura do Maranhão) e estava implantada na antiga área denominada Granja Modelo. O aproveitamento da infraestrutura pré-existente do CEPAMA – que incluía laboratórios, biblioteca e campos experimentais – foi o que assegurou a viabilidade e a implantação inicial da Escola de Agronomia do Maranhão.

A informação foi complementada por com Carlos Alberto dos Santos Marques, ex-diretor presidente da extinta Empresa Maranhense de Pesquisa Agropecuária (1975 – 1978) e ex-vice diretor da Escola de Agronomia da FESM, que informou que antes da implantação da Cidade Universitária Paulo VI, no final dos anos 1970, a área que hoje pertencente ao campus era ocupada pela EMAPA, posterior à CEPAMA. Essa instituição surgiu da fusão do Departamento de Pesquisa e Experimentação (DEPE), vinculado à SAGRIMA, com o Instituto de Recursos Naturais (IRN), ligado à Secretaria de Planejamento (Seplan). 

A criação da EMAPA foi formalizada pela Lei nº 3.672, de 23 de outubro de 1975, sancionada pela Assembleia Legislativa do Maranhão, marcando o início de uma iniciativa estadual voltada para a pesquisa agropecuária, que integrava inovação tecnológica e gestão ambiental, refletindo as prioridades do setor primário na época.

A área onde hoje funciona o Campus Paulo VI da UEMA possui uma história rica tendo quase 80 anos de utilização pública:

  • Início dos anos 1940: Serviço de Assistência ao Menor – SAM
  • Final dos anos 1940, início dos anos 1950: Aprendizado Agrícola de São Luís
  • Anos 1950 – 1960: Granja Modelo (mantida pelo Goveno do Estado do Maranhão)
  • 1960: Centro de Pesquisas Agronômicas (CEPAMA)
  • 1969: Incorporado à Escola de Agronomia do Maranhão (EAM)
  • 1971: DEPE/SAGRIMA passou a funcionar no local
  • 1975: EMAPA manteve o campo experimental no terreno até 1978, coexistindo com a FESM no local.

A sede administrativa da EMAPA ficava em prédio alugado no bairro da Camboa, mas as instalações de pesquisa, laboratórios e experimentação agrícola funcionavam no terreno considerado anteriormente como parte da “Maiobinha”, onde se tornou a Cidade universitária Paulo VI.

Data da doação do terreno para FESM/UEMA:
8 de maio de 1978
 
Outorgante Doador:
Estado do Maranhão, representado pelo governador Oswaldo da Costa Nunes Freire.
 
Outorgada Donatária:
Fundação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM), representada pelo presidente José Mariano dos Santos.
 
Finalidade da doação:
Instalação do Campus Universitário, atual Cidade Universitária Paulo VI, em São Luís.
 
Área doada:
185,23 hectares (cento e oitenta e cinco hectares, vinte e três ares e sessenta e cinco centiares), situada no local chamado “Maiobinha”, no município de São José de Ribamar / São Luís.
 
Limites da área:
Faz fronteira com terras do Horto Florestal, Cruzeiro de Santa Bárbara, CAIMA, COMARA, COPEMA e outras propriedades próximas.
 
Base legal:
Lei Estadual nº 3.926/1977, que autorizou a doação;
 
Decreto nº 6.825/1978, que criou uma comissão para avaliar as benfeitorias existentes na área.
 
Valor simbólico da doação:
Estimado em Cr$ 55.571.010,00 (moeda da época).
 
Isenção de impostos:
A transação foi isenta do imposto de transmissão “inter vivos”, conforme a Lei Estadual nº 2.722/1966.
 
Data da escritura:
08 de março de 1979, lavrada no Cartório Oswaldo Soares, em São Luís-MA. Tabelião Dr. Tito Antonio de Souza Soares.

Infográfico: Getulio Vitorino de Assunção Junior (ASSGDE/UEMA)

ATUALIDADE

Mapa Campus Sao Luis Linha Do Tempo Assgde Uema
Mapa atual da Cidade Universitária Paulo VI | Getulio Vitorino de Assunção Junior | ASSGDE/UEMA (clique na imagem)
3d Mapa Campus Sao Luis Linha Do Tempo Assgde Uema
A Cidade Universitária Paulo VI da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) constitui um complexo educacional de expressiva dimensão territorial e infraestrutura de ensino, pesquisa e extensão consolidada. Com base em dados institucionais da Pró-Reitoria de Infraestrutura – PROINFRA/UEMA, o campus ocupa uma área total de 185.236.500 m², dos quais 55.856 m² correspondem à área construída. Essa estrutura física é composta por 67 prédios que abrigam 145 salas de aula, sustentando as atividades acadêmicas e administrativas da universidade.

A Cidade Universitária Paulo VI, Campus São Luís da Universidade Estadual do Maranhão, é a sede de gestão e operação acadêmica da instituição, sediando a administração superior por meio da Reitoria e das seis Pró-Reitorias: Administração e Planejamento (PROPLAD), Graduação (PROG), Extensão e Assuntos Estudantis (PROEXAE), Gestão de Pessoas (PROGEP), Infraestrutura (PROINFRA) e Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) tendo estas pró-reitorias 25 coordenações e 75 divisões. Possui 12 assessorias (Assessoria Especializada na Articulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, Assessoria Jurídica, Assessoria Técnica, Assessoria de Avaliação Institucional, Assessoria de Cerimonial e Eventos – ASCEV, Assessoria de Comunicação – ASCOM, Assessoria de Gestão de Dados Estratégicos – ASSGDE, Assessoria de Interiorização, Auditoria, Comissão Setorial de Licitação – CSL, e a Ouvidoria).
Sedia as Unidades Suplementares: Biblioteca Central e três bibliotecas setoriais especializadas – do UEMANET, do Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia – PPGCSPA e a Professor Renato Bacelar do CCSA, Hospital Veterinário Universitário – HVU, Núcleo de Tecnologias para Educação – UEMANET, Superintendência de Gestão Ambiental – AGA, Superintendência de Relações Internacionais – SRI, Superintendência de Concursos e Seletivos – SUCONS, Fazenda Escola de São Luís, Núcleo Geoambiental – NUGEO, Núcleo de Acessibilidade – NAU, Núcleo de Esportes e Lazer – NEL, Editora UEMA e o Restaurante Universitário – RU.
Academicamente, a universidade organiza suas atividades por meio de cinco Centros de Ciências: Agrárias (CCA), Sociais Aplicadas (CCSA), Educação, Ciências Exatas e Naturais (CECEN), Ciências Tecnológicas (CCT) e o recentemente implantado Centro de Ciências da Saúde (CCS) em 2023. A infraestrutura de apoio inclui 13 auditórios, 22 departamentos acadêmicos e 159 laboratórios, e um Centro de Convencões em construção, criando um ambiente para o desenvolvimento acadêmico.

Ainda possui a coordenação geral dos Programas Especiais ENSINAR, PROFITEC e PROETNOS.
A vida acadêmica no Campus São Luís é marcada pela oferta de 38 cursos de graduação e 20 programas de pós-graduação, nove empresas juniores e o Programa Universidade Aberta Intergeracional – UNABI. Os servidores são representados pela Associações de Servidores da UEMA – ASSUEMA e os professores pela Associação dos Professores da Uema – APRUEMA.
Na capital, a UEMA também mantém estratégica presença no Centro Histórico de São Luís através de cinco endereços que oferecem cursos alinhados ao contexto cultural local: Arquitetura e Urbanismo do CCT, Direito e Relações Internacionais do CCSA, História e Música do CECEN, além da sede da Agência de Inovação e Empreendedorismo – MARANDU e a Livraria da UEMA, vinculada à Editora UEMA.
Esses prédios dispõem de infraestrutura própria totalizando 13 laboratórios, dois auditórios, quatro bibliotecas setoriais, uma empresa júnior e dois programas de pós-graduação,
A população universitária tanto no Campus São Luís como no Centro Histórico é composta por 539 docentes efetivos, 152 docentes substitutos, 222 técnicos-administrativos, 231 comissionados, 134 estagiários, 25 vigilantes e 31 porteiros, 9.333 alunos na modalidade presencial, totalizando 10.667 pessoas na capital.
Para facilitar a compreensão da abrangência institucional tanto na capital quanto no interior, a Assessoria de Gestão de Dados Estratégicos da UEMA disponibiliza mapas detalhados e painéis interativos com a totalidade dos setores georreferenciados na capital e interior, acessíveis através do endereço dados.uema.br/mapas. Esta ferramenta estratégica permite o acompanhamento preciso da distribuição espacial de todas as unidades acadêmicas e administrativas da UEMA.

Levantamentos sobre a Cidade universitária Paulo VI: Getulio Vitorino de Assunção Junior e Maria da Glória Marques Leite (ASSGDE/UEMA)

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Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1978 a 1983

Bondinho da FESM (atual UEMA)

Bondinho Design Linha Do Tempo 2025 Uema

Funcionamento do Bondinho da FESM/UEMA no Campus São Luís

Bondinho Portal Memoria Uema
Bondinho da UEMA recriado por Inteligência Artificial | ASSGDE/UEMA

Com a função de transportar alunos, docentes e técnicos-administrativos, o Bondinho da UEMA, símbolo importante da história da Universidade, operou na Cidade Universitária Paulo VI, em São Luís, Maranhão, entre 1978 e 1983. Durante esse período, marcado pela transição da Federação das Escolas Superiores do Maranhão  – FESM para Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, o bondinho bidirecional percorria uma linha de cerca de 1,3 km, conectando a Escola de Engenharia (atual Centro de Ciências Tecnológicas – CCT) e a plataforma de desembarque, localizada próximo ao atual prédio do Curso de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Exatas e Naturais – CECEN.

Originalmente fabricado pela J.G. Brill Company, empresa norte-americana com sede na Filadélfia (EUA), o veículo fazia parte da frota do sistema de bondes urbanos de São Luís, onde circulou até 1966. Após a extinção do transporte por trilhos na capital maranhense, dois bondes foram doados à FESM pelo extinto Departamento Municipal de Trânsito Urbano – DMTUSL,  da Prefeitura de São Luís. O primeiro em 1978 e o segundo em 1979, sendo que apenas o primeiro foi mantido em funcionamento e o segundo foi utilizado como reserva de peças, uma solução prática e criativa diante das limitações técnicas da época e da dificuldade de reposição de componentes.

As operações de transferências dos bondes eram complexas e interrompiam o trânsito na Avenida Getúlio Vargas, no Monte Castelo, local da sede do DMTUSL (onde hoje é a Praça Mestre Antônio Vieira, por cerca de duas horas.

O funcionamento do bondinho tornou-se parte da rotina e da memória afetiva da comunidade universitária chegando a ser referência para fotos de formaturas das turmas na época. Relatos de quem viveu aquela época, como o do professor aposentado José Tadeu Moura Serra, dão conta de momentos únicos:

“Em 1983, eu e meu amigo Aluísio Júnior costumávamos passear no bondinho — chegávamos a ajudar a manobrar o cabo de força. Fizemos juntos a histórica última viagem. Naquele dia, uma peça quebrou: a chave de força. O condutor retirou-a dizendo que ia mandá-la para a fundição, pois era de bronze. Depois disso, o bonde nunca mais funcionou devido a inviabilidade econômica relatada por parte do governo da época.”

Um dos poucos vídeos desse patrimônio foi feito por Allen Morrison, ex-professor da Universidade de Columbia (EUA) e renomado pesquisador de sistemas de transportes urbanos. Além do vídeo presente no YouTube, ele é autor da obra The Tramways of Brazil (1989), onde consta um capítulo com fotografias do bondinho em funcionamento, em maio de 1980, tornando-se uma das mais importantes documentações da história da UEMA.

Montado com peças de outros bondes desativados, o Bondinho da UEMA transcendeu sua função como meio de transporte, tornando-se um símbolo da criatividade e da memória coletiva da Universidade.

As memórias desse capítulo marcante da UEMA são preservadas graças às contribuições de pessoas como os professores Antonio Pereira e Silva, então estagiário na recuperação do bondinho coordenada pelo Prof. Edmilson Baldez, José Tadeu Moura Serra, do ex-motorneiro, José Ribamar Alves da Silva, e de ex-alunos e servidores que ajudaram a esclarecer alguns episódios da história do Bondinho.

Levantamento: Getulio Vitorino de Assunção Junior (ASSGDE/UEMA)

3d Portal Memoria Bondinho Vista Superior

Vídeo de Allen Morrison do funcionamento do Bondinho da UEMA no Campus São Luís em 1980.

No contexto da extinção dos bondes urbanos de São Luís em 1966, a FESM/UEMA realizou um ato visionário: resgatou um veículo elétrico desativado e o implantou como transporte interno sustentável no campus.
Embora a linha tivesse apenas 1,3 km, o bondinho foi essencial para o deslocamento de alunos, docentes e servidores, conectando prédios acadêmicos — desde o Centro de Ciências Tecnológicas (CCT/UEMA) até o ponto de ônibus COHAPAN/FESM, onde hoje fica o ponto da linha UEMA/IPASE em frente ao prédio do Curso de Ciências Biológicas do CECEN — com eficiência e zero emissões. Mais que funcional, tornou-se um ícone curioso, atraindo famílias da cidade para conhecer funcionamento, transformando em um ponto turístico inesperado.

BONDINHO DA FESM/UEMA (São Luís-MA)
Lamentavelmente, não existem muitas informações sobre bondinho que fez parte da paisagem da Federação das Escolas Superiores do Maranhão/FESM (mais conhecido como BONDINHO DA UEMA), exceto o vídeo de 1980 e algumas poucas fotos. Diante disso, como na época eu já era Professor da Escola de Veterinária, tinha conhecimento do ocorrido e algumas fotos, complementei com outras e obtive mais algumas informações de professores e servidores que presenciaram e/ou participaram de algum modo desse evento.
Tudo começou em 1977 quando o então Presidente da Federação das Escolas Superiores do Maranhão/FESM Professor José Mariano dos Santos, foi informado que no Bairro do Monte Castelo tinha um depósito de bondes que haviam deixados de circular na capital desde 1966. Diante dessa informação, solicitou a Prefeitura Municipal de São Luís à doação de um desses bondes para ser implantado no Campus da FESM de São Luís.
Com resposta positiva da prefeitura, ao receber a doação, o Prof. José Mariano dos Santos, convocou o Professor Edmilson Baldez, Engenheiro Mecânico para ser o Coordenador do Projeto de Reforma, que arregimentou uma equipe de técnicos da antiga Rede Ferroviária Federal/SA – RFFSA, conhecida popularmente como “REFESA”, todos de Rosário – MA, tendo como colaborador o estagiário, Prof. Antônio Pereira e Silva da FESM, atualmente lotado no DEMEC/CCT/UEMA. Essa equipe foi até a antiga garagem dos bondes no Monte Castelo e escolheu um bonde que se apresentava em melhor estado. A reforma ocorreu em parte nas oficinas da Companhia de Mecanização Agrícola do Maranhão – CIMEC e na própria FESM.
Para que o bondinho pudesse trafegar, foram instalados no Campus da FESM, os trilhos, a rede elétrica aérea fixada por tirantes em postes, assim como, foi construída uma plataforma de partida no mesmo nível das duas entradas laterais do bondinho ao lado do atual Departamento de Química e Biologia, por trás da Reitoria, além dessa plataforma, outras duas de embarque e desembarque também foram construídas com entradas laterais ao longo do percurso. Da primeira plataforma, iniciava a trajetória do bondinho com a primeira parada na frente Biblioteca. Dessa seguia para a terceira plataforma que atendia as Escolas de Agronomia; de Veterinária; de Engenharia Civil e de Engenharia Mecânica, finalizando seu trajeto logo após o inicio da Fazenda Escola de São Luís. Nesse final, não existia nenhuma plataforma e a descida dos passageiros era diretamente ao lado dos trilhos.
No período de 1979 a 1984, a FESM, atualmente Universidade Estadual do Maranhão/UEMA, viveu tempos áureos com a presença do saudoso bondinho que servia como transporte alternativo para os professores, servidores, alunos e visitantes.
Enquanto esteve em funcionamento, o bondinho serviu satisfatoriamente a toda comunidade universitária, sendo inclusive uma atração turística para muitas famílias de diversos bairros de São Luís que traziam os filhos para ver o bondinho e aproveitavam para dar uma voltinha no mesmo. No final de 1984, o bondinho parou definitivamente por problemas técnicos. Por algum tempo, ficou apoiado em cavaletes debaixo das árvores, ao lado da atual Prefeitura do Campus. Posteriormente foi levado da FESM para a Metalúrgica do Dr. Aroldo Tavares no Detrito Industrial, mas por falta de peças de reposição, não teve mais retorno, deixando como lembrança alguns restos de trilhos que estão encobertos pelo mato na Fazenda Escola de São Luís no Campus Paulo VI da UEMA.

Texto do Prof. MSc. Benedito Gonçalves Lima

Professor Titular Emérito/UEMA

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_78_02

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1979 a 1982

Governador do Maranhão

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João Castelo Ribeiro Gonçalves (Governador)

1979 1982 Joao Castelo

Advogado, bancário, presidente do Banco da Amazônia e deputado federal, pela Arena. Indicado por Sarney foi o último governador eleito por via indireta, tendo como vice, o general Artur Carvalho. Eleitos pela Assembleia Legislativa em setembro de 1978, assumem a 15 de março de 1979. Castelo renuncia ao governo em maio de 1982, para concorrer ao pleito senatorial. O vice-governador, Artur Carvalho falece antes de acabar o mandato, por isso, Castelo, rompido politicamente com o senador José Sarney, transmite o poder ao deputado Ivar Saldanha, vice-presidente da Assembleia, que assume o cargo de presidente, face à renúncia do deputado Albérico Ferreira.

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1979 a 1980

Presidente da FESM

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José Ribamar Fiquene (Presidente da FESM)

Jose Ribamar Fiquene

1979 / 1980

Nascido em 1930 em Itapecuru Mirim, formado em Direito nos anos 50, Fiquene iniciou sua trajetória profissional como juiz de direito em Imperatriz. Sua carreira política teve início em 1982, quando foi eleito prefeito de Imperatriz (1983-1988).

Na esfera estadual, atuou como Vice-Governador e assumiu o cargo de Governador do Maranhão entre 1994 e 1995, em decorrência do afastamento do titular. Também serviu como Senador pelo Maranhão em mandatos interinos em 2000 e 2005.

No campo da educação superior, Fiquene foi Presidente da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM), a instituição que antecedeu a UEMA, entre 1979 e 1980.

José de Ribamar Fiquene faleceu em São Luís, em 2 de janeiro de 2011, aos 80 anos.

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1979

Incorporação da Faculdade de Imperatriz à FESM

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Incorporação da Faculdade de Educação de Imperatriz pela FESM

A Faculdade de Educação de Imperatriz foi incorporada à FESM pelo Decreto Estadual n° 7.197, de 16 de Julho de 1979.

1975 – Início formal dos estudos de incorporação

Em 6 de novembro de 1975, o Conselho Federativo da Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM) aprovou a Resolução nº 21/75-CF, que delegou competências ao Presidente pro tempore da Federação para constituir um Grupo Especial de Trabalho (GET), integrado pela FESM e pela Fundação de Ensino Superior de Imperatriz. O grupo tinha como finalidade estudar a viabilidade da incorporação da Faculdade de Imperatriz à FESM, dando início formal ao processo de integração institucional.

 

1977 – Base legal da Faculdade de Educação de Imperatriz

Em 27 de junho de 1977, a Faculdade de Educação de Imperatriz obteve autorização federal de funcionamento por meio do Decreto nº 79.861, expedido pelo Presidente da República. À época do processo de incorporação, a instituição encontrava-se em fase de reconhecimento junto ao Conselho Federal de Educação, condição expressamente considerada nos atos decisórios da FESM.

 

Junho de 1979 – Aprovação da incorporação pela FESM

Em 28 de junho de 1979, o Conselho Federativo da FESM aprovou, por unanimidade, a Resolução nº 15/79-CF, que incorporou oficialmente a Faculdade de Educação de Imperatriz à estrutura da Federação. A resolução determinou a transferência de todos os bens da Fundação de Ensino Superior de Imperatriz para a FESM e atribuiu à Federação a responsabilidade pela manutenção da unidade, nos termos do Estatuto, do Regimento Unificado e da legislação vigente. A eficácia da medida ficou condicionada à publicação do decreto autorizativo do Chefe do Poder Executivo estadual.

 

Julho de 1979 – Efetivação legal da incorporação

Em 16 de julho de 1979, foi publicado o Decreto Estadual nº 7.197, que autorizou formalmente a incorporação da Faculdade de Educação de Imperatriz à FESM, conferindo eficácia jurídica plena à decisão aprovada pelo Conselho Federativo.

 

Agosto de 1979 – Expansão regional após a incorporação

Em 30 de agosto de 1979, já no contexto da incorporação, o Conselho Federativo aprovou a Resolução nº 20/79-CF, que ampliou a atuação da Faculdade de Educação de Imperatriz por meio da extensão dos cursos de Ciências, Estudos Sociais e Letras ao município de Carolina – MA. A medida destinou parte das vagas da Faculdade para atendimento regional e reforçou o papel da FESM na interiorização do ensino superior no sul do Maranhão.

 

1979–2016 – Consolidação institucional e vínculo federativo

O vínculo da Faculdade de Educação de Imperatriz com a FESM, posteriormente Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), manteve-se ao longo das décadas seguintes, consolidando a presença institucional da Universidade na região Tocantina e em municípios vizinhos.

 

2016 – Desmembramento e criação da UEMASUL

Em 3 de novembro de 2016, por meio da Lei Estadual nº 10.525, os campi de Imperatriz, Açailândia e Carolina foram desmembrados da UEMA, dando origem à Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), encerrando formalmente o vínculo iniciado com a FESM na década de 1970.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_79_01

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1979

RU

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Início do funcionamento do Restaurante Universitário - RU

RU_ano_2016
Fachada do Restaurante Universitário no ano de 2016.
Localizado no Campus da Cidade Universitária Paulo VI, em São Luís, o Restaurante Universitário – RU/UEMA iniciou suas atividades em setembro de 1979, ainda de forma improvisada, no prédio do atual Diretório Central dos Estudantes – DCE, com capacidade para atender de 50 a 100 usuários.
Sua idealização remonta ao ano de 1977, durante a concepção do projeto da Cidade Universitária Paulo VI, com previsão de capacidade para atender até 700 pessoas, conforme reportagem publicada pelo jornal O Imparcial, em maio daquele ano. A atual sede do RU foi construída pela empresa SERRA Engenharia Ltda. Posteriormente, foram adquiridos os equipamentos de cozinha, instalados pela empresa COIMBRA Ltda., com o valor de CR$ 4.459.250,00 (quatro milhões, quatrocentos e cinquenta e nove mil, duzentos e cinquenta cruzeiros).
 
Finalidade e Gratuidade
A Resolução nº 406/2023-CAD/UEMA estabelece que o Restaurante Universitário – RU da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA tem caráter social, é sem fins lucrativos e tem como missão oferecer alimentação balanceada e gratuita à comunidade universitária.
A gratuidade das refeições foi implementada na gestão do então reitor César Henrique Santos Pires, em meados dos anos 2000, sendo mantida até hoje pelo Governo do Estado do Maranhão e pela Gestão Superior da UEMA. Atualmente, o RU da UEMA é o único restaurante universitário do país a fornecer refeições totalmente gratuitas.
 
Capacidade de Atendimento Atual
De uma capacidade embrionária de 100 refeições, atualmente o RU fornece cerca de 3 mil refeições diárias, com acesso controlado por catracas, além de desenvolver projetos e ações voltados à sustentabilidade.
 
Vínculo Administrativo
Em 1981, o RU era vinculado à recém-criada Pró-Reitoria Administrativa, conforme a Lei Estadual nº 4.400, de 30 de dezembro de 1981, posteriormente nomeada Pró-Reitoria de Administração – PRA, responsável por programar, coordenar, executar e controlar suas atividades.
Em 2020, por meio da Lei Estadual nº 11.372, de 10 de dezembro de 2020, o RU passou a ser uma Unidade Suplementar, vinculada diretamente à Reitoria. Atualmente, está sob responsabilidade da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis – PROEXAE.
 
Expansão dos Serviços (Jantar)
Desde 13 de março de 2023, o RU passou a oferecer também o serviço de jantar, ampliando seu alcance e reforçando o compromisso social com a comunidade acadêmica.
 
Competências
A Resolução nº 406/2023-CAD/UEMA também define as competências do RU, que incluem:
• Coordenação e supervisão do fornecimento de refeições;
• Controle da qualidade nutricional e sanitária;
• Gestão de acesso por meio de cartões ou dispositivos equivalentes;
• Manutenção das instalações;
• Promoção de ações educativas, ambientais e culturais.
Os serviços de produção, limpeza e segurança são realizados por empresas contratadas via processo licitatório.
 
________________________________________
Dados da Construção do RU:
 
• Processo das obras: 1272/1978
• Termo de Contrato: nº 05/78 – FESM
• Resolução: 011/78-CF (Conselho Federativo da FESM)
• Construtora: SERRA Engenharia Ltda
• Data da Resolução: 01/06/1978
 
• Processo das obras: 2171/78 – FESM
• Resolução: 022/78-CF (Conselho Federativo da FESM)
• Empresa fornecedora: COIMBRA Ltda
• Valor: CR$ 4.459.250,00 (quatro milhões, quatrocentos e cinquenta e nove mil, duzentos e cinquenta cruzeiros)
• Data da Resolução: 19/09/1978
 
Fonte das Resoluções: Acervo da Secretaria dos Órgãos Colegiados Superiores – SOCS/UEMA.
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO RU ATUALMENTE:
 
De segunda a sexta:
 
🕒 Almoço das 11h30 às 13h30
🕒 Jantar das 18h00 às 19h30

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_79_02

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Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1970 a 1979

Criações de cursos

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Time

Criações de Cursos na Década de 70

PORTAL MEMÓRIA UEMA

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Endereço:
Reitoria, Avenida dos Cavalos, Cidade Universitária Paulo VI, São Luís-MA

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