Portal Memória – anos 1960

Portal Memoria

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) teve sua história iniciada com a criação de diversas escolas isoladas no estado na década de 1960. Em 22 de dezembro de 1966, foi instituída a Escola de Administração Pública de São Luís, que se destacou na formação de profissionais para a gestão pública. Posteriormente, em 1967, a Escola de Engenharia de São Luís foi criada pela Lei Estadual nº 2.740, que teve sua sede inicial no bairro da Camboa, em São Luís-MA. No ano seguinte, em 1968, a Faculdade para Formação de Professores (FEC) foi estabelecida em Caxias. Encerrando a década, em 1969 foi criada a Escola de Agronomia do Maranhão, que teve sua sede nas instalações do Centro de Pesquisas Agronômicas – CEPAMA da Secretaria de Agricultura do Maranhão – SAGRIMA, atual Cidade Universitária Paulo VI.

Essas instituições – a Escola de Administração, a Escola de Engenharia, a Faculdade de Caxias e a Escola de Agronomia – foram as bases iniciais que, em 1972, se federariam para formar a Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM), a precursora direta da UEMA, que seria oficialmente criada em 1981.

Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1966

Escola de Administração

Menor Design Linha Do Tempo 2025 Uema Png

Criação da Escola de Administração Pública, atual CCSA/UEMA

Casarao Escola De Administracao Sede Inicial Sem Bg Pav
Fachada da Primeira sede da Escola de Administração, Praça Antônio Lobo, São Luís-MA.

A história da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA tem início com a criação da Escola de Administração Pública de São Luís, instituída pela Lei Estadual nº 2.728, de 22 de dezembro de 1966, e regulamentada pelo Decreto Estadual nº 3.494, de 3 de março de 1967, representou um marco na história da educação superior no Maranhão. Desde sua fundação, destacou-se como pioneira na formação de profissionais para a gestão pública, contribuindo para a modernização administrativa estadual.

Em 1972, integrou-se a outras instituições de ensino superior maranhenses para dar origem à Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM), conforme disposto na Lei Estadual nº 3.260, de 22 de agosto daquele ano. Posteriormente, em 1981, essa federação foi transformada na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), sendo ela denominada como Unidade de Estudos de Administração, consolidando o legado da Escola de Administração Pública como uma das raízes históricas da universidade estadual.

Em 1994, a Unidade de Estudos de Administração recebeu a nomenclatura de Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA por meio do Decreto Estadual N.º 13.819 de 25 de abril de 1994 e pela Lei Estadual nº 5.921, de 15 de março de 1994.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_66_01

🔗 Link direto: dados.uema.br/memoria-anos60#escola-administracao

Menor 2 Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1966 a 1970

Governador do Maranhão

Menor Design Linha Do Tempo 2025 Uema Png

José Sarney Costa (Governador)

1966 A 1979 Sarney

É um político e escritor que conciliou as duas atividades, num fenômeno relativamente raro. O mais longevo político a atuar no cenário nacional na História brasileira. Nos sucessivos mandatos de Deputado Federal, Governador do Maranhão, Senador pelo Maranhão, Presidente da República e Senador pelo Amapá, Sarney sempre teve a justiça social como foco de sua ação política. Estreou muito jovem na Câmara dos Deputados, em 1955. Senador pelo Maranhão, foi uma das vozes a pleitear a evolução do regime militar para o regime civil. Em 1985, assume a Presidência da República em meio ao choque da doença e morte de Tancredo Neves. Ao término do mandato, é eleito três vezes Senador pelo Amapá e presidente do Senado Federal em quatro mandatos. É decano da Academia Maranhense de Letras (eleito em 1953) e da Academia Brasileira de Letras (eleito em 1980) e membro de várias outras academias no Brasil e no exterior. Na sua bibliografia constam 122 livros, com 172 edições.

🔗 Link direto: dados.uema.br/memoria-anos60#gov-jose-sarney-1966

Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1967

Escola de Engenharia

Menor Design Linha Do Tempo 2025 Uema Png

Criação da Escola de Engenharia, atual CCT/UEMA

A Escola de Engenharia de São Luís foi fundada em 1967, por meio da Lei Estadual nº 2.740, de 8 de junho de 1967, e sua criação foi regulamentada pelo Decreto Estadual n° 3.574, de 12 de julho do mesmo ano.

O reconhecimento oficial da instituição e de seu Curso de Engenharia Civil ocorreu em 1973, mediante o Parecer CESu n° 820, de 6 de Junho de 1973, e foi consolidado pelo Decreto Federal n° 72.544, de 30 de Julho de 1973, que concedeu o reconhecimento à Escola de Engenharia do Maranhão.

Posteriormente, a instituição passou por mudanças em sua denominação e estrutura. Em 1981, pela Lei n.º 4.400, de 30 de dezembro de 1981, a Escola de Engenharia foi transformada em Unidade de Estudos de Engenharia. Mais tarde, em 1994, por meio da Lei Estadual nº 5.921, de 15 de março, e do Decreto Estadual nº 13.819, de 25 de abril, a unidade foi convertida no Centro de Ciências Tecnológicas (CCT).

 

Pontos Principais do Parecer nº 820/73:
 
Objeto: Solicitação do Diretor da Escola de Engenharia do Maranhão para o reconhecimento da escola com o curso de Engenharia Civil.
 
Andamento: O processo passou por diligências anteriores (Pareceres n.º 1.477/72 e 511/73) para substituição de professores e reformulação do Regimento.
 
Conclusão (Voto do Relator e Decisão Plenária): O Conselho Federal de Educação (CFE), em Sessão Plenária, aprovou o parecer da Câmara de Ensino Superior, concluindo favoravelmente ao reconhecimento da Escola de Engenharia do Maranhão, com o curso de Engenharia Civil.
 
Vagas: O reconhecimento foi dado com um total de 100 (cem) vagas anuais ou 50 (cinquenta) semestrais, em um único turno.
 
Data de Aprovação: O parecer foi aprovado em 6 de junho de 1973.
● O Parecer nº 820/73 lista os seguintes docentes da Escola de Engenharia do Maranhão e suas respectivas disciplinas:
● Gerardo Santos Filho: Estabilidade das Construções e Construções de Concreto, Aço e Madeiras.
● Siegbert de Moraes Rêgo Netto: Mecânica Aplicada e Organização Industrial.
● José Ernani Bruseca Almeida: Mecânica Aplicada.
● Abelar Moreira do Nascimento e Ezelberto Martins: Topografia.
● André Luiz Piccolo e Maria Alice Oliveira Mochel: Química Geral.
● Antonio Carlos Linkeiro: Geometria Descritiva e Desenho Técnico.
● Artur Ribeiro Bastos e João Rodolfo Ribeiro Gonçalves: Higiene Ambiental.
● Bolbi Miranda do Nascimento, José Ribamar Araújo e Jamildo do Iasus Oliveira: Estradas e Transportes.
● Elgar Maranhão Azevedo: Eletrotécnica Geral.
● Luiz Alberto de Castro Albuquerque: Resistência dos Materiais.
● Luiz Gomes de Oliveira Filho: Conceitos Básicos de Computação.
● José Barros Pereira de Sousa e Bolbi Miranda do Nascimento: Mecânica dos Solos.
● José Henrique Braga Polary: Economia.
● José Ivanildo Ribeiro da Silva e Renato Teixeira Milet: Mecânica dos Fluidos.
● José Ivanildo Ribeiro da Silva, Artur Ribeiro Bastos e Francisco de Salles Baptista Ferreira: Hidráulica e Saneamento.
● José Joaquim Guimarães Ramos e Itaquo Mendes Câmara: Pontes.
● José de Ribamar Rodrigues Siqueira: Cálculo Diferencial e Integral e Álgebra Linear.
● João Rodolfo Ribeiro Gonçalves e Francisco de Salles Baptista Ferreira: Portos e Vias Navegáveis.
● José Arciús Guimarães: Estatística.
● José Armond do Amaral: Materiais de Construção.
● Hiran Carneiro dos Santos: Prática Desportiva.
● Model Jorge Azar: Construções de Edifícios.
● Haroldo Olympio Lisboa Tavares: Mecânica Geral e Organização Industrial.
● Manolo Eric Von Rories Mendes: Geometria Analítica e Cálculo Vetorial e Cálculo Numérico.
● Paulo Cordeiro de Farias: Geologia.
● Raimundo Medeiros Lobato: Física Geral.
● Renato Pereira de Abreu: Direito e Legislação.
● Rosa Mochel Martins: Introdução à Engenharia e Estudo de Problemas Brasileiros.
Engenheiros Civis – Turma Prof. Arthur Ribeiro Bastos – Dezembro de 1977 (Fonte: Roberto Sarmento Travincas)
 
Allan Jorge Coelho de Carvalho
Américo de Jesus Costa
Antonio Carlos Loiola Maia
Antonio Carlos A Ferreira
Antonio Pádua de Souza
Arthur Ribeiro Bastos
Ártur Jorge Azar
Benedito dos Santos Raposo
Bolbi Miranda do Nascimento
Carlos Augusto Quintanilha Valois
Cleverson S P Lindoso
Delto José Tavares da Silva
Edmundo Augusto Calheiros
Fernando Cesar Moraes de Jesus
Francisco Agesilau Araújo Filho
Francisco Evandro Marques Costa
Francisco Pinheiro Dominici
Francisco Xavier Filho
Geraldo Bogéa G F
Gilberto Ferreira Pereira
João de Deus Pires Leal Neto
João Henrique Rocha
Jorge Almir Feres Moraes Rego
José Cloves Verde Saraiva
José de Ribamar Andrade
José de Ribamar Sousa
José Genésio Carvalho
José Henrique Santana Teixeira
José Joaquim Guimarães Ramos
José Jorge Sousa Choiary
José Ribamar Franco C
José Tadeu Moura Serra
Júlio Rebelo dos Santos
Kalil Mohana
Lucas Mendes Araújo
Lúcio Antônio Alves de Macedo
Luis Fernando Xavier Guilhon
Luiz Carlos Calvet Aquino
Luiz Carlos Silva Pinheiro
Luiz Gonzaga Carvalho Muniz
Marcírio F Souza
Maria Fátima Ximenes Menezes
Mario Cesar Carvalho Ribeiro
Marlene Sousa Sereno
Moises do Espírito Santo Buna Filho
Nilson Frazão Ferraz
Paulo Kruger de Oliveira Neto
Raimundo Nonato Alves Coelho
Raimundo Nonato Silva Gonçalves
Renato Pedro Barbosa Cordeiro
Renato Castelo Branco
Roberto Sarmento Travincas
Telma Sônia Macedo Lima
Walney de Abreu Oliveira
Walter Mendonça

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_67_01

🔗 Link direto: dados.uema.br/memoria-anos60#escola-engenharia

Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1968

Faculdade de Formação de Professores (Campus Caxias)

Menor Design Linha Do Tempo 2025 Uema Png

Faculdade de Formação de Professores (FEC), atual Campus Caxias

Fachada Fec Caxias Aperfeicoada
Fachada da Faculdade de Formação de Professores, atual Campus UEMA Caxias, aperfeiçoada por Inteligência Artificial

A Faculdade para Formação de Professores (FEC) foi criada em 1968, pela Lei Estadual nº 2.821, de 23 de fevereiro de 1968. Teve o reconhecimento dos cursos de Pedagogia, de Letras, de Ciências, e de Estudos Sociais por meio do Decreto Federal nº 81.037, de 15 de dezembro de 1977.

Posteriormente, em 1981, a FEC recebeu a nomeação de Unidade de Estudos de Educação de Caxias, sendo alterado para Centro de Estudos Superiores de Caxias – CESC/UEMA em 1994 por meio da reestruturação da UEMA, Lei Estadual nº 5.921, de 15 de março de 1994 e Decreto Estadual N.º 13.819 de 25 de abril de 1994.

Em 2020, por meio da Lei Estadual N.° 11.372, de 10 de dezembro de 2020, o CESC/UEMA foi nomeado como Campus Caxias, assim como os demais Centros de Estudos Superiores.

DIRETORES DO CAMPUS CAXIAS
 
1969/1970 – Cônego Aderson Guimarães Junior
1971/1973 – Prof. Genival Costa e Silva
1975/1976 – Rev. Sillas Marques Serra
1983/1987 – Prof. Aluízio Bittencourt Albuquerque
1987/1991 – Prof. Joaquim Ribeiro de Sousa Neto
1991/1993 – Prof. Mamede Chaves e Silva
1993/1995 – Prof. Luís Faustino da Silva
1995/1999 – Profa. Valquíria Araújo Fernandes
1999/2000 – Profa. Isabel Dolores Leão Brito
2000/2011 – Prof. Raimundo Luís Ferreira de Almeida
2011/2018 – Profa. Valéria Cristina Soares Pinheiro
2019/2022 – Profa. Jordânia Maria Pessoa
2023 – atual – Profa. Valéria Cristina Soares Pinheiro
Fachada Uema Campus Caxias
Atual fachada lateral do Campus Caxias.

Fotos recentes do Campus Caxias.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_68_01

🔗 Link direto: dados.uema.br/memoria-anos60#faculdade-caxias

Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1969

Curso de Agronomia

Menor Design Linha Do Tempo 2025 Uema Png

Escola de Agronomia do Maranhão, atual CCA/UEMA

A Escola de Agronomia do Maranhão (São Luís-MA) foi criada em 1969, pela Lei Estadual n.º 3.003, de 3 de novembro de 1969 e pelo Decreto Estadual nº 4.045, de 12 de dezembro de 1969, com a finalidade de formar profissionais para o desenvolvimento da agricultura no estado.

A Escola de Agronomia do Maranhão funcionava inicialmente na infraestrutura pré-existente do CEPAMA (Centro de Experimentação e Pesquisa Agropecuária do Maranhão) da Secretaria de Agricultura do Maranhão (SAGRIMA) onde hoje é o atual Campus São Luís. O curso de graduação em Agronomia da Escola foi o primeiro do estado e teve seu funcionamento autorizado pelo Parecer N.º 11 de 1970 do Conselho Estadual de Educação – CEE.

Em 1973, o curso de Agronomia foi reconhecido por meio do Parecer nº 1.784, de 2 de outubro de 1973 e em 1974, a Escola de Agronomia teve seu reconhecimento autorizado pelo Parecer n.º 759/1974 – CESu de 6 de março de 1974 e efetivado pelo Decreto Federal n.º 74.086, de 21 de maio de 1974.

A essência do Parecer CFE Nº 759/74, datado de 6 de março de 1974, é avaliar o cumprimento de diligências solicitadas anteriormente para que o curso obtivesse seu reconhecimento.
 
 
1. Contexto e Objetivo
O parecer foi elaborado após a Escola de Agronomia do Maranhão, com sede em São Luís, solicitar ao Conselho Federal de Educação (CFE) o reconhecimento do curso de Agronomia. Uma análise prévia (Parecer n.º 1.784/73) havia baixado o processo em diligência, solicitando correções e complementações.
 
2. Cumprimento da Diligência (Pontos Principais)
O documento detalha o que foi atendido ou alterado após a diligência anterior:
 
A. Regimento e Vagas
O parecer registra que os documentos referentes ao Regimento foram atendidos. No entanto, o Relator insistiu em duas sugestões de alteração no regimento:
 
Educação Física: Que a disciplina Educação Física fosse incluída em todos os semestres integrantes do curso.
 
Vagas (Art. 38, § 7º): Que a redação do § 7º do Art. 38 fosse alterada para não restringir o número de vagas ao “1º ano,” e sugere a redação: “A escola oferecerá anualmente 60 (sessenta) vagas para o curso de Graduação em Engenharia Agronômica”.
 
B. Corpo Docente
A escola indicou novos professores e apresentou novos documentos para complementação de títulos. A maioria dos docentes propostos foi aceita pelo parecer.

A criação da Escola de Agronomia segundo Lourenço Vieira da Silva (primeiro diretor)

Em entrevista concedida em 5 de novembro de 2025, Lourenço José Tavares Vieira da Silva, engenheiro agrônomo nascido em 22 de outubro de 1942 e ex-secretário de Agricultura do Maranhão, relata com detalhes os bastidores da criação da Escola de Agronomia do Maranhão, instituída em novembro de 1969. Figura central na consolidação do ensino agronômico no estado, Lourenço foi o primeiro diretor da Escola, que evoluiu para o atual Centro de Ciências Agrárias (CCA/UEMA) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Seu relato destaca um planejamento estratégico iniciado em 1967, quando, aos 24 anos, assumiu a Secretaria de Agricultura (SAGRIMA) e alinhou-se ao governador José Sarney, cujo plano educacional previa “uma faculdade por ano”.

Origens e motivação

A iniciativa surgiu da necessidade urgente de reter talentos maranhenses. Na época, a maioria dos maranhenses formados em agronomia fora do estado não retornavam: dos 25 colegas maranhenses de Lourenço que se graduaram na Escola de Agronomia da Amazônia, em Belém (PA), apenas 9 retornaram ao Maranhão.

Infraestrutura inicial

A viabilidade foi garantida pelo aproveitamento da infraestrutura do Centro de Experimentação e Pesquisa Agropecuária do Maranhão (CEPAMA), implantado na antiga Granja Modelo – uma área de cerca de 2.500 hectares, hoje ocupada pela Cidade Universitária Paulo VI (Campus São Luís) e parte do bairro Cidade Operária, em São Luís-MA. O CEPAMA já contava com laboratórios de solos, sementes e diagnóstico veterinário; biblioteca com mais de 2 mil títulos; coleções científicas; campos experimentais e aviários, convertidos em salas de aula e setores administrativos.

Em 1969, para dissipar preocupações com custos, Lourenço organizou um evento no CEPAMA, um momento estratégico que demonstrou ao então governador Sarney a infraestrutura existente, que reduziria drasticamente os investimentos iniciais para a criação da Escola de Agronomia.

Implantação

Aprovada em regime de urgência pela Assembleia Legislativa, a Escola foi instituída por decreto que transferiu todo o patrimônio do CEPAMA para a nova instituição. Lourenço assumiu como primeiro diretor, mas renunciou logo em seguida para evitar conflitos de interesse, já que ainda era secretário da SAGRIMA. Seu sucessor, José Mariano dos Santos, já na década de 70, assinou um convênio essencial: a SAGRIMA cedeu técnicos, veículos, campos e apoio administrativo, enquanto recursos da Secretaria da Fazenda (sob governo de Pedro Neiva de Santana) garantiram o pagamento de horas-aula – mais de Cr$ 100 mil cruzeiros, com salários de professores.

Corpo docente

O corpo docente foi formado estrategicamente a partir dos técnicos da SAGRIMA, transformando servidores públicos em professores universitários. Inicialmente, cerca de 40 a 50 docentes (contando com a futura Escola de Veterinária) atuavam em dupla jornada, SAGRIMA e Escola de Agronomia.

  • Recrutamento Interno: Maioria vinda da SAGRIMA, com engenheiros agrônomos e veterinários já atuantes no CEPAMA. Selecionados por aptidões (ex.: fitotecnia, entomologia, dentre outras áreas).
  • Capacitação: Convênios com instituições como Viçosa (MG), Fortaleza (CE), Pernambuco e Rio Grande do Sul. Técnicos enviados para mestrados e especializações, com retorno obrigatório a São Luís.
  • Exemplo Notável: Mânlio, enviado aos EUA para mestrado e doutorado em fitotecnia; destacou-se na Escola Nacional de Agronomia (RJ).
  • Colaboradores Chave: José Mariano dos Santos (segundo diretor da Escola de Agronomia e futuro presidente da Federação das Escolas Superiores – FESM, que seria fundada em 1972); Elias Sefer (mentor em entomologia); José Carlos Araújo (chefe de Laboratório de Solos); Evandro Ferreira da Costa (técnico essencial).

Essa abordagem garantiu qualidade sem contratações externas massivas, com remuneração atrativa para fixar talentos.

Primeira turma

A turma inaugural ingressou via vestibular com 25 vagas gratuitas. Transporte exclusivo foi provido pela linha de ônibus “Agronomia” (depois “FESM – Cohapan”). Diferente de tentativas anteriores falhas na década de 1940, essa foi a primeira formação bem-sucedida de agrônomos no Maranhão, marcando inovação institucional e desenvolvimento regional.

O Parque Independência

Paralelamente, Lourenço idealizou o Parque Independência (inaugurado em 1972, no sesquicentenário da Independência), integrando o campus à comunidade com lazer, cultura e educação ambiental – uma visão avançada de polo turístico e de uso misto, onde a ideia inicial é que, o Parque operasse por todo o ano.

⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_69_01

🔗 Link direto: dados.uema.br/memoria-anos60#escola-agronomia

Design Linha Do Tempo 2025 Uema

1966 a 1969

Criações de cursos

Menor Design Linha Do Tempo 2025 Uema Png

Cursos criados na Década de 60

PORTAL MEMÓRIA UEMA

© 2026, Assessoria de Gestão de Dados Estratégicos – ASSGDE/UEMA ılııl | Universidade Estadual do Maranhão – UEMA | ⏲︎ dados.uema.br/portal-memoria

Endereço:
Reitoria, Avenida dos Cavalos, Cidade Universitária Paulo VI, São Luís-MA

Quem somos | Contatos | Localização | Enviar e-mail