Memória Institucional: Entrevista com Zeca

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Zeca Motorneiro Bondinho

Entrevistado: José Ribamar Alves da Silva (Zeca)

Relação com a história da UEMA: Ex-motorneiro do Bondinho da UEMA, ex-chefe de transporte e atualmente trabalha no administrativo do Núcleo de Esporte e Lazer – NEL/UEMA.

Biografia: José Ribamar Alves da Silva, conhecido como Zeca, nasceu em 14 de junho de 1962 em Urbano Santos – MA e mudou‑se para São Luís aos 16 anos para estudar e trabalhar. Em 1979 ingressou na então FESM, precursora da UEMA, onde se tornou o motorneiro do histórico Bondinho da UEMA, função que o tornaria uma figura emblemática no Campus São Luís. Operou o bondinho diariamente, cuidou de sua manutenção e participou do documentário internacional de Allen Morrison, tornando‑se o principal rosto associado ao transporte que marcou gerações de estudantes. Após o fim do bondinho em 1983, Zeca seguiu carreira na universidade como chefe de transporte, chefe de segurança e coordenador de transporte, até integrar o Núcleo de Esporte e Lazer – NEL/UEMA, onde trabalha atualmente. Sua trajetória de mais de quatro décadas faz dele um dos personagens icônicos da memória institucional da UEMA.

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DADOS DA ENTREVISTA

Assunto: A rotina na condução do Bondinho da UEMA.

Categoria: Memória Institucional

Data da entrevista: 15 de julho de 2026.

Local: Entrevista conduzida presencialmente no Núcleo de Esporte e Lazer – NEL/UEMA, São Luís-MA.

Entrevistado: José Ribamar Alves da Silva (Zeca)

Entrevistador: Getulio Vitorino de Assunção Junior (Chefe da Assessoria de Gestão de Dados Estratégicos – ASSGDE/UEMA)

O presente registro integra o PORTAL MEMÓRIA UEMA |dados.uema.br/portal-memoria

Biografia de José Ribamar Alves da Silva (Zeca) e sua chegada à FESM

José Ribamar Alves da Silva, mais conhecido como Zeca, nasceu em Urbano Santos, no estado do Maranhão, em 14 de junho de 1962, filho do lavrador e posterior laboratorista Pedro Vieira Silva e da dona de casa Basiliana Alves da Silva. Mudou-se para a capital, São Luís, aos 16 anos de idade, no ano de 1978, acompanhado apenas de seus irmãos, com o objetivo principal de estudar e trabalhar. Seu primeiro emprego na cidade foi em uma gráfica situada na Travessa da Passagem, no centro da cidade, a Gráfica São Luís. A guinada em sua trajetória profissional ocorreu em 3 de março de 1979, quando surgiu uma oportunidade de trabalho na então Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, criada em 1972 e transformada na Universidade Estadual do Maranhão – UEMA em 1983. A vaga em aberto era para atuar na condução do icônico bondinho da UEMA, função inicialmente rejeitada por grande parte dos profissionais da época devido à imensa distância e ao isolamento geográfico da Cidade Universitária Paulo VI, além dos frequentes atrasos salariais que chegavam a acumular três ou quatro meses de espera. O convite chegou por intermédio de seu tio, Francisco Vieira Silva, que já trabalhava na instituição exercendo a função de tesoureiro. Zeca submeteu-se aos testes exigidos, obteve aprovação e iniciou suas atividades na instituição.

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O ingresso como motorneiro (condutor do Boninho da UEMA) e o contexto da infraestrutura da FESM no final da década de 1970

Ao ingressar na FESM em 03 de março de 1979, Zeca deparou-se com uma realidade institucional bastante embrionária, distante do Centro da cidade e cercada por vasta vegetação nativa na recém-implantada Cidade Universitária Paulo VI que havia sido inaugurada no ano anterior. A vaga oferecida era para trabalhar no bondinho do campus, uma posição que, curiosamente, era de grande rejeição na época. O deslocamento para o campus representava um enorme desafio diário, agravado pelas precárias condições de acesso viária da região. A principal via de ligação contava com uma ponte de madeira sobre o Rio Paciência que eventualmente sofria avarias durante os períodos de fortes chuvas e grandes enchentes, obrigando os motoristas a buscarem rotas alternativas pela região da Maiobinha para chegar ao campus.

Ao chegar pela primeira vez à então FESM, em 1979, José Ribamar Alves da Silva, o Zeca, deparou-se com um campus que, apesar de distante e isolado, lhe pareceu extremamente bonito, naturalmente falando, cercado por uma vegetação abundante e uma paisagem que despertou sua admiração.

O primeiro contato com o Bondinho

Até aquele momento, ele jamais havia visto um bonde de perto, o que tornou a experiência ainda mais marcante. Apresentado ao veículo pelo chefe de campo Carlos Alberto Vera Dias, Zeca ficou impressionado com aquele meio de transporte incomum, responsável por integrar os diferentes setores da Cidade Universitária Paulo VI. A novidade, somada à oportunidade de emprego, despertou nele grande motivação para aprender rapidamente a conduzi-lo, iniciando uma relação que se transformaria em um dos momentos mais significativos de sua trajetória profissional e afetiva dentro da UEMA.

Zeca assumiu a responsabilidade de operar o sistema de transporte interno após um breve período de treinamento e superação de problemas operacionais iniciais. A rotina exigia sua presença pontual logo nas primeiras horas da manhã, por volta das 6h20, para realizar o transbordo dos passageiros que chegava do sistema de ônibus da linha FESM-Cohapam que chegavam ao campus, conectando a comunidade acadêmica desde as proximidades do atual Departamento de Biologia do CECEN até extensões distantes que ultrapassavam a Fazenda Escola e alcançavam as imediações do antigo setor do PROINE, onde funcionava provisoriamente a reitoria.

A administração do campus, liderada pelo prefeito Francisco Cordelio Damasceno e pelo superintendente administrativo Professor José Trajano Brandão, tentou treinar outros funcionários para dividir a carga horária. Contudo, as tentativas foram frustradas. Em um episódio marcante, no primeiro dia em que Zeca deixou um novato operar o veículo sozinho, o aprendiz colidiu com o bonde na plataforma, descarrilando as rodas centrais e rompendo o cabo de energia, o que exigiu o uso de um trator para reposicionar a pesada estrutura de ferro nos trilhos. Diante da dificuldade em fixar outros operadores, o prefeito do campus ofereceu um aumento salarial para que Zeca assumisse integralmente os dois expedientes, iniciando uma rotina que começava pontualmente às 6h20 da manhã.

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O Bondinho da UEMA: História, funcionamento, operação diária, manutenção, infraestrutura, percurso e características técnicas

O Bondinho da UEMA constitui um dos episódios mais atípico e emblemáticos da história institucional do ensino superior no Maranhão, consolidando-se como um projeto audacioso idealizado pelo professor Trajano e implementado para suprir as necessidades de mobilidade interna na vasta extensão da Cidade Universitária Paulo VI durante a gestão do Presidente da FESM José Mariano dos Santos. Com uma estrutura física caracterizada pelo estilo aberto, remetendo aos modelos clássicos de veículos ferroviários conhecidos como open car, o bondinho possuía laterais inteiramente abertas sem fechamentos de vidro, exibindo apenas um para-brisa frontal de vidro comum. Segundo Zeca, o sistema de tração e mobilidade era altamente complexo e engenhoso, contando com dois motores que permitiam a operação bidirecional, dispensando a necessidade de balões de manobra ou inversão física de direção nas pontas do trajeto.

O percurso projetado deveria se estender até as instalações do antigo Proim, onde funcionava a Reitoria, ultrapassando os mil e seiscentos metros a partir da Fazenda Escola.

O painel de controles: O painel de comando do motorneiro possuía uma pesada manivela em formato de roda voltada para o acionamento do sistema de freios, além de uma caixa controladora central dotada de sete pontos distintos de velocidade para os dois sentidos de marcha. O sistema de sinalização e advertência sonora era acionado por meio de um pedal operado pelo pé do condutor que acionava um sino metálico inferior.

Frenagem: O peso do veículo o tornava incapaz de paradas bruscas, o que exigia uma direção preditiva. Um episódio que ilustra essa inércia envolveu uma professora que estacionou o seu veículo, uma VW Brasília, sobre os trilhos, buzinando em tom de brincadeira. O carro de passeio apresentou uma falha mecânica e não conseguiu sair do lugar; apesar dos intensos esforços de Zeca girando a manivela de frenagem, o bonde continuou deslizando e acabou arrastando levemente a Brasília.


 Energia: A alimentação energética dependia de uma rede de alta tensão conectada a uma subestação própria abrigada na casinha de força localizada no ponto final do percurso, infraestrutura esta que exigia cuidados rigorosos de refrigeração e manejo técnico para evitar sobrecargas e pane nos diodos retificadores que frequentemente queimavam devido à forte oscilação da corrente elétrica.

A operação diária continha desafios, especialmente durante os rigorosos períodos de chuvas, quando a manipulação dos cabos de força energizados e das hastes coletoras, que frequentemente saltavam das roldanas superiores e rompiam os cabos de sustentação, gerava riscos iminentes de choques elétricos severos e curtos-circuitos, como o incidente em que o próprio Zeca sofreu uma descarga que perfurou sua camisa com o estopim das faíscas ao tentar desativar o sistema de alta tensão.

Manutenção: A manutenção mecânica e elétrica do material rodante contava com o suporte técnico de engenheiros especializados, como o professor Edmilson Baldez, responsável pela importação de peças de reposição diretamente do Rio de Janeiro, e contava com o apoio de ex-ferroviários da RFFSA, a exemplo de Carmélio, Denizal e José, que prestavam serviços essenciais na oficina mecânica do campus localizada no extinto Instituto Tecnológico e do atual posto médico. A frota era composta por duas unidades, sendo que uma delas operava ativamente no transporte contínuo de estudantes, professores e funcionários ao longo de três paradas estratégicas estruturadas com plataformas de embarque em frente à Biblioteca Central, à Escola de Engenharia (atual CCT/UEMA) e aos setores acadêmicos, enquanto a segunda unidade permanecia reservada estrategicamente como fonte de peças corretivas para o veículo principal. O percurso iluminado à noite por luminárias de alta potência instaladas nos próprios postes de sustentação da rede elétrica do bonde garantia a segurança dos transeuntes até o encerramento das atividades acadêmicas noturnas, transformando o trajeto em um verdadeiro cartão-postal que encantava visitantes ilustres de diversos estados brasileiros e consolidava-se como um patrimônio afetivo inesquecível da memória da UEMA.

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Bondinho Molduras Fotos Portal Memoria Uema Trilhos

Operação detalhada do bondinho

A rotina operacional do Bondinho da UEMA exigia rigor operacional e dedicação integral de Zeca desde o início do dia. O processo iniciava-se logo nas primeiras horas da manhã com o deslocamento até a casinha de força, atual lanchonete do ponto final da linha UEMA Ipase, para o religamento e estabilização da subestação elétrica que alimentava a linha de transmissão aérea do bondinho. Em seguida, o motorneiro dirigia-se ao veículo para realizar a inspeção preliminar dos comandos mecânicos, a verificação dos pontos de lubrificação com graxa e a checagem dos motores bidirecionais situados nas extremidades do chassi. 

O bonde operava ininterruptamente ao longo do dia, não por horários fixados, mas sim pela demanda. Zeca levava os passageiros da Engenharia até a Biblioteca, e lá já encontrava outros grupos aguardando para fazer o trajeto inverso. Havia três paradas principais formalizadas na rotina, com destaque para a plataforma em frente à Biblioteca, que sobrevive até os dias de hoje, e os pontos na Engenharia e na Reitoria.

Durante todo o dia, o bonde cumpria viagens ininterruptas entre os principais polos do campus, exigindo atenção absoluta do operador para controlar a velocidade através do controle de sete pontos, gerenciar a frenagem gradual com a manivela circular e monitorar constantemente a haste metálica superior e a roldana coletora para evitar o descolamento da rede de fio de força. A operação encerrava-se apenas após atender a totalidade da demanda dos estudantes dos cursos de engenharia, agronomia e demais unidades, momento em que o veículo era recolhido com segurança para as proximidades da subestação.

Fim do expediente: O fim do expediente de Zeca coincidia com o término das poucas aulas que se estendiam até as seis e meia da tarde. Em um campus ainda desprovido de ampla infraestrutura asfáltica, cercado por mato e com iluminação restrita aos arredores do trilho, a solidariedade imperava. Estudantes com veículos próprios, sabendo que Zeca ainda precisava caminhar da casa de força até a saída para pegar transporte rumo ao Liceu Maranhense — onde estudava no período noturno —, frequentemente o aguardavam na ponte do rio Paciência para lhe dar carona. A frota oficial da universidade era modesta, composta pelo Opala do reitor, a Variant do vice-reitor, alguns Fuscas, uma Rural, tratores da Massey Ferguson e Valmet, e um ônibus Mercedes-Benz antigo. Nesse cenário rústico, o bonde era, de longe, o meio de locomoção mais eficiente e charmoso à disposição da comunidade acadêmica.

 

A realidade do transporte no campus Paulo VI na época do bondinho


O cotidiano da Cidade Universitária Paulo VI durante o final dos anos 1970 e início dos anos 1980 era marcado por uma sensação de isolamento geográfico, rusticidade e forte espírito de missão entre os pioneiros da instituição. O campus exibia uma paisagem dominada por extensas áreas de vegetação nativa, estradas de terra ou com piçarra e edificações institucionais espaçadas que incluíam a Prefeitura do Campus situada na edificação que posteriormente funcionaria o segundo juizado cível, a Superintendência de Ensino instalada no prédio menor próximo à praça e ao protocolo, o Instituto Tecnológico (antecessor do NUTENGE/CCT), o setor mecânico de tratores equipado com máquinas agrícolas da Massey Ferguson e da Valmet operadas por profissionais como João Marcelo Gonçalves, além das instalações provisórias e laboratórios agrícolas. A circulação de veículos na universidade era extremamente restrita, resumindo-se a um seleto grupo de automóveis institucionais, como a caminhonete Pampa e a Variant da administração superior, alguns Fuscas e uma Brasília utilizada pela superintendência, além de ônibus de linha e tratores de apoio. Diante das dificuldades de transporte coletivo e das frequentes interrupções viárias provocadas pelas chuvas na ponte do Rio Paciência, a comunidade acadêmica compartilhava caronas.

O documentário internacional de pesquisador Allen Morrison e a repercussão do bondinho

Um dos momentos mais marcantes da trajetória do Bondinho da UEMA e de Zeca ocorreu com a visita do renomado pesquisador e historiador norte-americano de transportes urbanos Allen Morrison (Columbia University), acompanhado por estudantes intérpretes como Teudas, que veio a São Luís para documentar a singularidade mundial de um sistema ferroviário elétrico operando no interior de uma universidade pública brasileira. O pesquisador conduziu uma ampla e detalhada cobertura fotográfica e cinematográfica ao longo de uma semana inteira de gravações, registrando cada detalhe da operação do veículo e focalizando Zeca como o principal motorneiro da época. Embora na época houvesse ceticismo sobre a efetiva publicação daquele material nos Estados Unidos, o documentário de Morrison materializou-se décadas depois como um registro documental de valor inestimável, salvando do esquecimento imagens raras que projetaram o bondinho maranhense no cenário internacional dos entusiastas dos transportes sobre trilhos e eternizaram o papel de Zeca na memória institucional da UEMA.

 

Vídeo de Allen Morrison do funcionamento do Bondinho da UEMA no Campus São Luís em 1980.

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Visitantes ao Bondinho

A repercussão do bondinho era vasta: turistas e entusiastas ferroviários de diversos estados viajavam a São Luís apenas para conhecê-lo. Zeca recorda emocionado de passageiros idosos que faziam o trajeto completo apenas para reviver memórias, e de um estudante de Pernambuco que passou uma tarde inteira conversando, desenhando caricaturas da operação e criando laços de amizade. Graças a esse período, Zeca tornou-se uma figura icônica, sendo reconhecido e cumprimentado até hoje por ex-alunos que se tornaram professores, médicos veterinários e políticos influentes.

Depois do bondinho: Carreira administrativa, transporte, segurança e trajetória profissional na UEMA


Com a desativação definitiva do sistema ferroviário interno do campus no início de 1983, motivada pela inviabilidade de manutenção contínua e pela ausência de peças de reposição adequadas após a saída de seus principais operadores, Zeca realizou uma transição bem-sucedida para a carreira administrativa da universidade a convite da administração superior. Inicialmente lotado na Prefeitura do Campus, assumiu responsabilidades de grande relevância na chefia e coordenação do setor de transportes, gerenciando a frota de veículos e tratores da instituição, além de coordenar a divisão de segurança do campus em um período em que a vasta extensão e a escassez de iluminação pública exigiam estratégias rigorosas de vigilância, incluindo a aquisição de armamentos específicos para o patrulhamento preventivo da área universitária. Sua dedicação institucional estendeu-se por diversas gestões, onde atuou até enfrentar um grave problema de saúde diagnosticado como mielite óptica que o deixou temporariamente impossibilitado de caminhar por quase um ano. Após um processo exemplar de superação e recuperação de sua mobilidade física, Zeca retornou às suas atividades profissionais na UEMA integrando a equipe administrativa do Núcleo de Esporte e Lazer – NEL, setor onde atua com dedicação e reconhecimento de seus colegas de trabalho, consolidando uma trajetória exemplar de dedicação, superação e estima à instituição.

Reflexões finais e legado do bondinho para a memória da UEMA


O fechamento da entrevista revela a profunda conexão emocional que Zeca mantém com o seu tempo de motorneiro. Ele confessa que frequentemente sonha com o bondinho em pleno funcionamento, um sentimento de nostalgia e carinho que ele compara ao afeto que se tem pelo primeiro automóvel. Para Zeca, os trilhos, o painel pesado e o sino acionado com o pé não eram apenas ferramentas de trabalho, mas símbolos de uma era emocionante da instituição.
Seu maior desejo e conselho para o futuro, que ele faz questão de deixar eternizado nos registros do Portal Memória UEMA, é a utopia de que um dia o bonde possa ser restaurado e reimplantado no campus. Ele revela que, durante a gestão estadual do governador Zé Reinaldo, houve estudos e conversas de bastidores, envolvendo a primeira-dama e o engenheiro Edmilson, sobre a possibilidade real de reativar o sistema. Embora o projeto não tenha saído do papel, Zeca acredita que o retorno do bondinho seria um momento de indescritível emoção e gratificação não apenas para os veteranos que viveram aquela época, mas para a história, a cultura e a memória de todo o estado do Maranhão.

ℹ️ Contribuições da entrevista com José Ribamar Alves da Silva para o PORTAL MEMÓRIA UEMA:
 
➤ Década de 70: Funcionamento do Bondinho da FESM/UEMA no Campus São Luís (⏲︎ Cód.: Hist_UEMA_78_02)

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