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Memória Institucional – Entrevista com Macedo
Entrevistado: José Henrique Pereira Macedo
Relação com a história da UEMA: Ex-aluno de Engenharia Civil da então Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, precursora da UEMA, professor titular aposentado, ex-chefe do Centro de Processamento de Dados – CPD (década de 80), ex-diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA, ex-assessor da Reitoria por 16 anos e um dos instituidores da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão – FAPEAD.
Biografia: Natural de São Luís (MA), formou-se Técnico em Construção de Estradas pela antiga Escola Técnica (atual IFMA). Graduou-se em Engenharia Civil em 1975 pela Escola de Engenharia do Maranhão, atual UEMA. É mestre em Administração e um dos pioneiros da informática no estado, tendo operado os primeiros computadores (série IBM) no Maranhão a partir da década de 1970, conciliando uma longa trajetória docente e administrativa na UEMA.
DADOS DA ENTREVISTA
Assunto: Da Escola de Engenharia ao desenvolvimento da informática e da gestão universitária no Maranhão.
Categoria: Memória Institucional
Data da entrevista: 27 de maio de 2026.
Local: Entrevista conduzida presencialmente na Reitoria da UEMA, São Luís-MA.
Entrevistado: José Henrique Pereira Macedo
Entrevistador: Getulio Vitorino de Assunção Junior (Chefe da Assessoria de Gestão de Dados Estratégicos – ASSGDE/UEMA)
Registro: O presente registro integra o PORTAL MEMÓRIA UEMA | dados.uema.br/portal-memoria
RESUMO DA ENTREVISTA
Origens e formação
José Henrique Pereira Macedo nasceu em 11 de dezembro de 1951, em São Luís do Maranhão. Residiu a maior parte de sua juventude no bairro João Paulo (próximo à Praça São Marçal), é filho de João Raimundo de Macedo, comerciante, e Sofia Mello Pereira de Macedo, costureira. Sua trajetória educacional começou na então Escola Técnica Federal do Maranhão (atual IFMA do Monte Castelo), onde cursou o Ginásio Industrial e, posteriormente, o curso Técnico em Construção de Estradas.
O interesse pelas áreas exatas surgiu ainda na juventude. Embora tenha cogitado seguir Medicina, chegando inclusive a ser aprovado em vestibular para o curso, optou pela Engenharia após incentivo do professor Expedito Leite Batista, que identificou sua aptidão para Matemática e Raciocínio Lógico.
Em 1970 ingressou como aluno na Escola de Engenharia do Maranhão, instituição que mais tarde integraria a Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, origem da atual UEMA.
A Escola de Engenharia antes da FESM
Quando iniciou os estudos, a Escola de Engenharia, que viria a ser o futuro Centro de Ciências Tecnológicas – CCT/UEMA, funcionava em um prédio localizado na Camboa, próximo à atual Ponte Bandeira Tribuzzi. Segundo Macedo, a estrutura possuía biblioteca, salas de aula e funcionava iniciativas pioneiras para o Maranhão.
Entre essas iniciativas destacavam-se:
- uma representação do Inmetro, que realizava aferições de balanças e velocímetros;
- o Centro de Processamento de Dados da Escola de Engenharia;
- a instalação do computador IBM 1130, considerado por ele o primeiro computador em operação no Maranhão.
A instituição possuía ainda uma forte preocupação em aproximar os estudantes das tecnologias emergentes e criar oportunidades de formação profissional e geração de recursos para a própria Escola.
O IBM 1130 e o nascimento da informática maranhense
Um dos aspectos centrais da entrevista é o relato sobre a chegada da computação ao Maranhão.
Segundo Macedo, o IBM 1130 (primeiro computador do Maranhão) foi instalado ainda na sede da Camboa, após a criação da Escola de Engenharia, ocorrida em 1967. O equipamento constituía o Centro de Processamento de Dados da Escola de Engenharia e era referência para ensino, pesquisa e processamento de dados em todo o estado.
O computador, durante a operação na Escola de Engenharia, foi utilizado para:
- controle acadêmico da Escola de Engenharia;
- processamento de pesquisas socioeconômicas;
- formação de estudantes em programação;
- desenvolvimento de sistemas científicos;
- capacitação de profissionais da área de computação.
O acesso ao equipamento era realizado por meio de cartões perfurados. Os alunos preparavam programas em linguagem Fortran, que eram digitados por operadores e processados posteriormente. Como o acesso ao computador era limitado, muitas vezes era possível executar apenas uma tentativa por dia, exigindo planejamento e rigor na programação.
Macedo recorda que a disciplina “Conceitos Básicos de Computação” incentivava os estudantes a utilizar o equipamento, embora apenas parte deles demonstrasse maior interesse pela área.
O IBM 1130 permaneceu em atividade por vários anos, sendo posteriormente transferido para a PRODATA e para o Campus Paulo VI, durante a FESM, onde continuou servindo às atividades acadêmicas no Centro de Processamento de Dados da FESM até se tornar obsoleto com a chegada dos computadores pessoais na década de 1980.
A transferência para o Bacanga e a criação da PRODATA
Após a construção da Barragem do Bacanga, a Escola de Engenharia transferiu-se para a região onde posteriormente se consolidaria o campus universitário da UFMA do Bacanga.
Nesse período surgiu a Companhia de Processamento de Dados do Estado do Maranhão (PRODATA), sociedade de economia mista criada para ampliar o uso da computação no estado.
O IBM 1130 foi transferido para a nova estrutura da PRODATA, localizada onde atualmente funciona o Comando Geral do Corpo de Bombeiros, no bairro do Bacanga. Simultaneamente, a Escola de Engenharia também funcionava no mesmo bairro, mas em prédios diferentes.
A Escola de Engenharia funcionava em três prédios no local onde hoje é o Campus da UFMA em São Luís.
Posteriormente, a PRODATA passou a operar também um computador IBM de maior porte e, mais tarde, um IBM 370, equipamento considerado extremamente avançado para a época.
Segundo Macedo, o IBM 370 instalado na PRODATA foi o primeiro modelo dessa linha a entrar em operação no Brasil, ampliando significativamente a capacidade de processamento disponível no Maranhão.
Posteriormente entrou em funcionamento o IBM 1140, que operava na linguagem Autocoder, de superior em capacidade de armazenamento e de aplicação comercial, e que coexistiu com o IBM 1130.
O terceiro computador da PRODATA era o IBM 370 que era uma versão mais atualizada do IBM 360, chegou a ser o também o único do Brasil.
A experiência no Rio de Janeiro
Durante a graduação, Macedo transferiu-se temporariamente para o Rio de Janeiro com o objetivo de cursar Engenharia Civil na Faculdade Souza Marques.
A experiência, entretanto, revelou dificuldades logísticas e financeiras. O deslocamento diário exigia múltiplas conduções e o sistema acadêmico era diferente do adotado no Maranhão. Após cerca de um ano, decidiu retornar a São Luís e prosseguir os estudos na Escola de Engenharia.
Ao regressar, encontrou a instituição já instalada no Bacanga.
Os primeiros trabalhos com programação
O interesse pela informática surgiu inicialmente como oportunidade profissional.
Em 1973 Macedo ingressou no Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPEI), órgão ligado à Secretaria de Planejamento do Estado. Lá participou da apuração de importantes pesquisas socioeconômicas utilizando o IBM 1130.
Pouco tempo depois foi convidado para integrar a PRODATA.
Embora sua experiência inicial estivesse ligada à linguagem Fortran, recebeu o desafio de trabalhar com Cobol, principal linguagem dos sistemas comerciais da época. Sem treinamento formal, estudou por conta própria utilizando manuais fornecidos pela IBM e rapidamente passou a desenvolver programas para a empresa.
Esse processo ilustra a realidade dos pioneiros da informática maranhense, cuja formação frequentemente dependia de autodidatismo aliado ao treinamento técnico oferecido pela própria IBM.
O controle acadêmico da Escola de Engenharia
Uma das primeiras aplicações do IBM 1130 foi o processamento do controle acadêmico da Escola de Engenharia.
As notas, matrículas e demais informações dos estudantes eram convertidas em cartões perfurados e processadas pelo computador.
O responsável pela operação do equipamento nesse serviço era um estudante chamado Batânio Loyola, citado por Macedo como operador do IBM 1130.
Segundo o relato, havia horários reservados exclusivamente para atender às demandas da Escola de Engenharia, resultado da participação institucional da escola na própria estrutura que deu origem à PRODATA.
Após o processamento, os relatórios impressos retornavam para a escola e eram afixados em murais para consulta dos alunos.
Esse sistema substituía processos manuais extremamente trabalhosos e representava uma inovação sem precedentes para a administração acadêmica da época.
O cotidiano da computação na década de 1970
O uso do computador estava muito distante da realidade atual.
Não existiam monitores, teclados ou interfaces gráficas. Os programas eram escritos em cartões perfurados, cada cartão representando uma linha de código.
Na Escola de Engenharia havia uma sala equipada com uma perfuradora de cartões. A responsável pela operação era uma funcionária chamada Dona Raimunda Martinhana Ferreira, lembrada pelo professor Macedo como figura fundamental na rotina do processamento de dados da instituição.
Os estudantes preparavam seus programas em linguagem Fortran e entregavam os formulários para perfuração. Depois disso, os cartões eram encaminhados ao centro de processamento para execução.
Como o acesso ao equipamento era limitado, muitas vezes o aluno precisava esperar até o dia seguinte para saber se o programa continha erros.
Segundo Macedo:
“Eu só podia rodar uma vez por dia o meu programa.”
Caso o resultado apresentasse falhas, era necessário corrigir os cartões e reiniciar todo o processo.
Essa dinâmica fazia com que os alunos desenvolvessem grande disciplina e atenção aos detalhes, uma vez que um simples erro de digitação poderia significar mais um dia de espera.
Da FESM à UEMA
Macedo acompanhou a consolidação da Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM, que integrou inicialmente:
- Escola de Administração;
- Escola de Engenharia;
- Escola de Agronomia.
Posteriormente foram incorporadas outras unidades, como Medicina Veterinária.
As escolas foram gradualmente transferidas para o Campus Paulo VI, à medida que os prédios eram construídos.
Segundo ele, quando a estrutura chegou ao Campus Paulo VI, a federação já estava consolidada institucionalmente.
Da Escola de Engenharia para a PRODATA
Com a transferência da Escola de Engenharia para a região do Bacanga e a criação da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Maranhão (PRODATA), o IBM 1130 foi levado para as novas instalações da empresa estatal.
Mesmo após a mudança, a Escola de Engenharia continuou utilizando o computador.
O compartilhamento do equipamento ocorria porque a Escola possuía participação societária na PRODATA, uma estratégia criada por Haroldo Olímpio para gerar receitas e fortalecer financeiramente a instituição.
Assim, parte do tempo de processamento permanecia reservada para atividades acadêmicas e de pesquisa.
Pesquisas pioneiras processadas no IBM 1130
O equipamento também foi utilizado para processar algumas das primeiras pesquisas socioeconômicas informatizadas realizadas no Maranhão.
Quando trabalhou no Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPEI), em 1973, Macedo participou diretamente desse processo.
Entre os trabalhos lembrados por ele destaca-se uma grande pesquisa realizada na Região dos Cocais, cujos dados foram digitados, convertidos em cartões perfurados e processados pelo IBM 1130.
Os estatísticos elaboravam mapas e tabelas de apuração, enquanto os programadores desenvolviam rotinas em Fortran para gerar os relatórios finais.
Segundo Macedo, tratava-se da primeira geração de pesquisas estaduais efetivamente processadas por computador no Maranhão.
As linguagens de programação da época
O IBM 1130 utilizava predominantemente a linguagem Fortran, amplamente empregada em aplicações científicas e de engenharia.
Já os computadores comerciais que chegaram posteriormente à PRODATA utilizavam Cobol, linguagem voltada para sistemas administrativos e financeiros.
Macedo recorda que sua formação inicial ocorreu em Fortran, mas que posteriormente precisou aprender Cobol de forma autodidata, estudando diretamente em manuais fornecidos pela IBM.
Essa realidade era comum entre os pioneiros da informática brasileira, uma vez que ainda não existiam cursos superiores específicos na área da computação.
Equipamentos auxiliares: a tecnologia antes do computador
Uma curiosidade relatada por Macedo é que muitas tarefas eram realizadas por equipamentos eletromecânicos independentes do computador.
Entre eles estavam:
- perfuradoras de cartões;
- classificadoras de cartões;
- leitoras de cartões;
- impressoras de relatórios.
A classificação de dados, por exemplo, podia ser feita sem utilizar o computador principal.
As classificadoras organizavam fisicamente os cartões conforme os números perfurados em cada coluna.
Somente após essa etapa os dados eram enviados para processamento eletrônico.
Em muitos casos, essas máquinas ocupavam salas inteiras e exigiam operadores especializados.
A chegada do IBM 370
Com o crescimento das demandas governamentais, o IBM 1130 passou a ser insuficiente para determinados serviços.
A PRODATA então recebeu um IBM 370, equipamento muito mais poderoso e destinado ao processamento de grandes volumes de dados.
Segundo Macedo, este foi o primeiro IBM 370 instalado no Brasil.
A mudança permitiu processar pesquisas e sistemas que já não cabiam na limitada capacidade de armazenamento do IBM 1130.
Os programas originalmente desenvolvidos em Fortran precisaram ser adaptados para o novo ambiente computacional, um trabalho que envolveu vários profissionais da PRODATA.
O fim de uma era
Posteriormente, quando a FESM foi transferida para o Campus Paulo VI, o IBM 1130 também foi levado para a nova sede universitária.
Para recebê-lo foi construída uma sala especial com piso elevado no prédio da Biblioteca Central, seguindo os requisitos técnicos exigidos pelos grandes computadores da época.
O equipamento continuou sendo utilizado por vários anos em atividades acadêmicas e científicas.
Seu declínio ocorreu somente com a chegada dos microcomputadores pessoais durante a década de 1980, quando os antigos mainframes e minicomputadores passaram gradativamente a ser substituídos por máquinas menores, mais baratas e mais acessíveis.
Com isso encerrou-se a trajetória do IBM 1130, equipamento que marcou o início da computação institucional maranhense e formou a primeira geração de programadores, analistas e gestores de tecnologia do estado.
Início da carreira docente
Formado em Engenharia Civil em dezembro de 1975, ainda no período em que a escola funcionava no Bacanga, Macedo foi convidado para lecionar a disciplina Conceitos Básicos de Computação.
A oportunidade surgiu após sucessivas substituições de professores responsáveis pela área. Sua experiência profissional na PRODATA e seu domínio da computação o tornaram candidato natural para assumir a disciplina.
A partir daí iniciou uma longa carreira docente, ligada principalmente à informática aplicada à engenharia.
O curso de Engenharia Mecânica e a formação de novos professores
Durante o período de expansão industrial associado ao Projeto Carajás e às expectativas de implantação de uma grande siderúrgica no Maranhão, foi criado o curso de Engenharia Mecânica em 1974.
Muitos professores vieram de instituições de referência, especialmente de São Carlos (SP), ministrando aulas intensivas durante os períodos de férias para os professores da FESM.
Diversos alunos da primeira turma tornaram-se posteriormente docentes da própria instituição, contribuindo para a formação do quadro permanente da universidade.
Nesse contexto, o currículo de Macedo foi aprovado pelo MEC durante o processo de reconhecimento do curso, o que lhe garantiu progressão até chegar à categoria de professor titular.
O Campus Paulo VI nos primeiros anos
Ao recordar os primeiros anos do Campus Paulo VI, Macedo descreve uma infraestrutura ainda bastante limitada.
O acesso era difícil, as vias internas não eram asfaltadas e a região ao redor possuía pouca ocupação urbana. Segundo ele, a atual Avenida Lourenço Vieira da Silva terminava praticamente na entrada da universidade.
Também relembra o famoso bondinho que transportava alunos e visitantes dentro do campus.
Um dos momentos mais marcantes foi a visita do presidente da República, general Ernesto Geisel, durante a inauguração do prédio da biblioteca e do Campus Paulo VI em 1978. Macedo estava presente na cerimônia e acompanhou a utilização do bondinho pelo presidente.
Gestão universitária e Centro de Processamento de Dados
Além da docência, Macedo exerceu importantes funções administrativas.
Foi convidado para assumir a chefia do Centro de Processamento de Dados (CPD) da UEMA durante a gestão do reitor Waldir Maranhão Cardoso.
Nesse período, participou dos processos de modernização administrativa da universidade e acompanhou discussões relacionadas à regularização do quadro docente e à realização dos primeiros concursos públicos para professores da instituição.
Posteriormente retornou às atividades acadêmicas, permanecendo vinculado ao Departamento de Matemática e Informática – DEMATI do Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais – CECEN/UEMA.
Mestrado, CCSA e atuação na Reitoria
Mais tarde ingressou em um curso de Mestrado em Administração oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a UEMA.
Entre seus colegas de turma estavam importantes nomes da universidade, como:
- César Pires;
- Gustavo Pereira da Costa;
- Gilson Martins Mendonça;
- Evaldo Salomão Monteiro.
Após concluir o mestrado, foi transferido para o Departamento de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).
Também ocupou cargos de gestão como:
- Diretor do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar;
- Diretor do CCSA;
- Assessor da Reitoria.
Permaneceu por aproximadamente dezesseis anos na administração superior da universidade, acompanhando as gestões de Gustavo Pereira da Costa como vice-reitor e posteriormente como reitor.
Participação na criação da FAPEAD
Outro marco destacado em sua trajetória foi a criação da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (FAPEAD).
Macedo participou diretamente dos processos de constituição da fundação, incluindo articulações junto ao Ministério Público para sua formalização.
Na avaliação do entrevistado, o rigor exigido durante sua criação contribuiu para consolidar a credibilidade da instituição, que atualmente apoia projetos de ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento tecnológico vinculados à UEMA.
Ele também destacou as ações sociais promovidas pela fundação, especialmente campanhas de solidariedade voltadas para crianças em situação de vulnerabilidade.
Legado e mensagem às novas gerações
Ao encerrar a entrevista, José Henrique Pereira Macedo enfatizou que oportunidades existem para aqueles que demonstram interesse, dedicação e iniciativa.
Relacionando sua própria trajetória, desde estudante de engenharia até um dos pioneiros da informática maranhense, professor, gestor universitário e participante da criação da FAPEAD, afirmou que o crescimento profissional depende da capacidade de buscar conhecimento e aproveitar as oportunidades que surgem ao longo da vida.
Sua trajetória se confunde com momentos decisivos da história da UEMA, especialmente nas áreas de computação, tecnologia da informação, gestão universitária e formação de recursos humanos, constituindo um testemunho valioso sobre a construção institucional da universidade e o desenvolvimento tecnológico do Maranhão.
O professor encerrou a entrevista enfatizando a importância da proatividade profissional e pessoal:
“Oportunidades existem muitas. O que está faltando são as pessoas se interessarem. […] A oportunidade está atrás das pessoas. Nenhum serviço, nenhuma atividade vão bater na sua porta perguntando se você quer trabalhar. Você que corre atrás das oportunidades. Você que faz o seu destino.”
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